O vice-prefeito de Anápolis Walter Vosgrau (PSDB), que vive uma agenda política de ataques à própria gestão que contribuiu para eleger, deu a sua versão sobre porque decidiu acionar a Polícia Militar após servidores da Prefeitura de Anápolis o procurarem para entregar uma intimação.
Segundo ele, as pessoas “ligadas à gestão municipal” não se identificaram na portaria do condomínio onde reside. “Não queriam se identificar. E foram dois dias, na quarta e quinta”, narrou Vosgrau ao podcast Painel Diário.
Apesar de confirmar que nos dois dias os servidores estiveram no local usando carros identificados como sendo da Prefeitura de Anápolis, o cardiologista disse ter ficado com medo. “Podiam ser bandidos e assassinos”, classificou.
Os possíveis assassinos a quem Vosgrau disse ter ficado com medo eram, no mundo real, servidores municipais da Controladoria Geral do Município. A demanda pelo deslocamento até a residência do médico era para entregar uma intimação para depor em uma sindicância que apura condutas na Saúde de Anápolis. O pedido foi feito por fiscais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ainda segundo o vice-prefeito, assim que chamou a polícia, os servidores deixaram o local por terem “um formigamento no rabo”. “Depois foram na mídia dizer que eram pessoas que queriam falar comigo”, completou na entrevista, omitindo, no entanto, a tentativa de entregar a intimação.
Vosgrau explica ainda que os “bandidos, assassinos” se deixaram ser filmados pelo sistema de segurança do condomínio, bem como o carro, plotado com o brasão da Prefeitura de Anápolis. Na sua interpretação, a visita dos servidores que cumpriam a demanda do Ministério da Saúde foi uma espécie de “coação” tocada, ainda segundo ele, pela gestão municipal.






