Amanda Cleidimar trabalhava – até a última quarta-feira (02) na padaria da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Uruaçu. Após o fim de seu turno, que é das 5h às 11h, ela foi comunicada que estava dispensada do trabalho, segundo ela sem qualquer motivação profissional aparente. Para a ex-servidora, a razão de seu desligamento foi a negativa de participar da campanha da deputada estadual candidata à reeleição Vivian Naves (Republicanos).
Vivian é fortemente apoiada pelo prefeito Machadinho (MDB). Só que na cidade, há outra candidata à mesma cadeira: a vice-prefeita Bia Martins (PSD). Rompida politicamente com o prefeito, Bia reforça em sua campanha que seus apoiadores estão sendo perseguidos pela gestão municipal, como aconteceu com Amanda.
A ex-servidora postou um vídeo em suas redes sociais e conversou com o Anápolis Diário. “Recebi diversas ameaças da minha coordenadora, pressão para participar de reuniões políticas da Vivian”, relata. Segundo ela, na quarta “advertência” ela teria sido chamada para uma reunião no Lions Club. “Eu não queria ir, mas no mesmo horário eu faço minha faculdade”, explicou. No dia seguinte veio a demissão.
Em nota, a Prefeitura de Uruaçu apresenta outra versão. Sem mencionar o caso de Amanda, a gestão afirma ter orientado aos servidores efetivos e comissionados que a manifestação política no horário de trabalho é vedada por lei para garantir a “imparcialidade e neutralidade institucional”. A gestão ainda afirma ser proibido o uso da estrutura pública, como redes de internet, para manifestar qualquer preferência política. Amanda pede a análise do Ministério Público Eleitoral sobre o caso.
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