A interdição da PMK Log nesta quinta-feira (7), numa operação do programa Linha de Frente, deve ter desdobramentos no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) promete apertar o cerco contra áreas que são utilizadas de forma irregular – caso da que abriga as operações da empresa interditada.
A PMK Log está situada em uma área alugada no distrito e funciona fora dos padrões estabelecidos pela Codego. O regimento atual até permite o aluguel, desde que a cessão siga os critérios estabelecidos. Entre eles está, por exemplo, a determinação de que o empreendimento atenda ao fim de industrialização. A PMK atuava como pátio de veículos, o que é vetado no estatuto.
Ao Anápolis Diário, o presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa, revelou que a empresa cometeu um desvio de finalidade na apresentação do projeto para a cessão do terreno. A proposta é que seria um depósito de ferro velho com fins de atividade industrial. “Foi um desvio de finalidade”, resumiu Rosa.
De acordo com ele, a Codego já fez um mapeamento das áreas que estão sob uso irregular no Daia e nos demais distritos industriais Goiás afora e afirmou que a companhia vai atuar para coibir esta prática.
“Já levantamos tudo. Cerca de 3% das áreas do Daia estão irregulares e vamos agir”, disse o presidente. De acordo com ele, os municípios têm autonomia para realizar operações como as do Linha de Frente, mas não há ingerência da Codego, que também tem atuado na alçada que lhe cabe.
“Tem muitas áreas que estão irregulares com problemas menores, diferentes do caso da PMK. Estamos trabalhando nestas junto com os empresários, que estão cooperando, para adequá-las e regularizá-las. São locais em que há geração de emprego e atendem critérios”, destacou Rosa.






