Após o diretor de operação do Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), Everaldo Fiatkoski, tentar negar qualquer vínculo do Sérgio Hajjar com a empresa, um documento desmonta qualquer tentativa de se criar uma “versão de verdade” sobre a participação de Hajjar na empresa logística.
Um documento datado de 12 de abril de 2019 concedeu procuração para Sérgio Hajjar se tornar procurador da empresa. A procuração é assinada pelo presidente do PSCO, Said Borges, e pelo próprio diretor de operações, Everaldo Fiatkoski, o que mesmo que afirmou ao Anápolis Diário que Hajjar não tinha qualquer vínculo ou representação com a empresa.
“O procurador responde civil e criminalmente pela identidade do outorgante e pelas declarações emitidas pelo outorgante neste instrumento (art. 299, CP)”, diz expressamente o documento. Além da representação formal do empresário nos negócios do Porto Seco e em incontáveis eventos sociais e de natureza classista, Sérgio Hajjar obteve plenos poderes de negociar em nome do PSCO para a instalação de uma planta logística na cidade de Uruaçu.
“Com poderes especiais para assinar contrato relativo ao Comunicado de OFERTA PÚBLICA AO MERCADO nº001/2019 – “PATIO MULTIMODAL DE URUAÇU, publicado no D.O.U nº38 de 22/02/2019”, confere o texto. A consulta à procuração foi feita – e assinada digitalmente – no dia 11 de fevereiro de 2026. Até esta data, portanto, não havia sido revogada.
Sérgio Hajjar foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por ser o responsável pelo braço financeiro de Goiás num esquema de lavagem de dinheiro para organizações criminosas daquele estado, relacionado ao tráfico de drogas. A denúncia do MP-RS é de abril de 2026. O MP agora aguarda a manifestação da Justiça do Rio Grande do Sul pela aceitação ou não da denúncia.







