Após reportagem do Anápolis Diário, mostrando detalhes da denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra o anapolino Sérgio Hajjar, a Associação Comercial e Industrial de Goiás (ACIA) mudou a referência ao empresário. Apontado pelo MP-RS como líder do braço financeiro em Goiás, responsável pela lavagem de dinheiro de organizações criminosas, ele era indicado como representante do Porto Seco Centro-Oeste (PSCO). Agora, Hajjar tem outra referência empresarial.
Hajjar passou a ser referenciado à “HS serviços administrativos”, mas ainda responsável por tratar de “assuntos do Daia”. Curiosamente a nova empresa que referenda o cargo de Sérgio como “diretor adjunto” não fica no Daia, mas na Avenida 15 de dezembro, no centro. A HS foi aberta em novembro de 2025, portanto, há seis meses. Seu capital social é de R$ 10 mil.
A mudança ocorre após o questionamento da reportagem do Anápolis Diário ao Diretor de Operação do PSCO, Everaldo Fiatkoski, sobre o fato de o empresário que representa a empresa logística enfrentar uma denúncia desta gravidade no sul do país.
Everaldo negou qualquer relação de Hajjar com o PSCO, apesar dos incontáveis registros sociais e formais de agendas de trabalho em que ele é apresentado como representante da empresa. Um deles era justamente o site oficial da Acia. Agora, a informação foi “atualizada”.
MANIFESTAÇÃO
Presidente da Acia, Luiz Cláudio Ledra afirmou que a entidade octagenária “reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a legalidade em todas as suas atividades e que não compactua com qualquer ilegalidade”.
Questionado sobre a participação de Hajjar como representante da entidade classista – ele é diretor adjunto – Ledra afirma que “aguardará o final das investigações, uma vez que compete às autoridades policiais e judiciais investigar e julgar”.






