Depois de reunião da executiva nesta quinta-feira (27), o Partido Liberal abriu processo disciplinar contra Márcio Corrêa. O prefeito se tornou alvo do presidente da legenda e candidato a governador, Wilder Morais, depois de declarar apoio à reeleição de Daniel Vilela (MDB).
O processo foi aberto sob a justificativa de que o estatuto não autoriza que um filiado ao PL apoie candidatura de outra sigla quando há um nome do PL na disputa.
Márcio Corrêa foi representado pelo advogado Luciano Hanna. A direção do partido deu 48 horas para que a defesa se manifeste e, então, o processo prosseguirá.
Entre as punições cabíveis, conforme a comissão executiva, está a expulsão. No entanto, ela não deve ser levada a cabo. Ao repórter Lucivan Machado, o vice-presidente da legenda em Goiás, Fred Rodrigues, disse que acredita que “antes das eleições tenha se transcorrido todo o processo”.
Rodrigues ainda deixou em aberto a possibilidade de que, “durante o processo o filiado (Márcio Corrêa) mude de posicionamento”, ou seja, passe a apoiar Wilder Morais.
Quadros do partido entenderam a deliberação como uma tentativa de Wilder de evitar uma participação tão assídua de Corrêa na campanha de Daniel ao ameaçá-lo com a expulsão. “É a arma que ele tem para tentar segurar um pouco a participação dele (Márcio Corrêa) na campanha”, resume uma fonte.





