Anápolis subiu cinco posições no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A cidade ficou em 190º lugar entre as 5.570 do país e obteve seu melhor resultado na série histórica. Esta é a sétima edição do estudo, que começou em 2020.
A nota geral de Anápolis foi 51,93, que deixa o município como o quarto mais competitivo de Goiás, uma posição à frente do ranking do ano passado. Em relação a 2025, a cidade ultrapassou Aparecida de Goiânia e Catalão, mas perdeu espaço para Itumbiara, que é a terceira. Goiânia lidera e Rio Verde fica em segundo lugar.
A nível regional, Anápolis é décima colocada, uma posição atrás do nono lugar que atingiu no levantamento anterior. No Centro-Oeste o município mais competitivo é Cuiabá-MT, seguida por Goiânia e Campo Grande-MS. À frente de Anápolis ainda estão Rio Verde, Três Lagoas-MS, Rondonópolis-MT, Itumbiara, Dourados-MS e Lucas do Rio Verde-MT.
O Ranking de Competitividade dos Municípios avalia diferentes dimensões da gestão pública e da qualidade de vida, organizadas em pilares como instituições, sociedade e economia. De acordo com o CLP, o ranking busca estimular boas práticas e oferecer um diagnóstico comparativo entre os municípios, ajudando a orientar políticas públicas.
ECONOMIA CAPITANEIA AVANÇO
Anápolis perdeu posições em dois dos três pilares que orientam o ranking – Instituições, que mede a eficiência, a transparência e a capacidade de planejamento da administração municipal; e Sociedade, que avalia a capacidade da cidadesde fornecer condições básicas de bem-estar e qualidade de vida para a população.
O único em que avançou, mas sustentou o resultado histórico, foi Economia, que agrupa indicadores voltados ao dinamismo e à inserção econômica.
A principal alta neste eixo se deve ao crescimento do número de pessoas que buscam qualificação no ensino técnico e profissionalizante. Neste quesito, Anápolis avançou 101 posições e a 89ª cidade do país com maior percentual de matriculados. Por outro lado, a cidade perdeu três posições entre os matriculados em ensino superior e outras seis em qualificação dos trabalhadores para o emprego formal.
O bom resultado do eixo Economia também foi galgado no volume de geração de emprego. Em crescimento dos empregos formais, Anápolis subiu 270 posições e é 70ª no país. A formalidade também avançou, embora o índice de população vulnerável tenha aumentado.
No eixo Instituições, Anápolis perdeu 240 posições em sustentabilidade fiscal, sobretudo pela redução de investimentos e o aumento de gastos com servidores públicos. Em contraponto, houve redução do endividamento e da dependência fiscal.
O funcionamento da máquina pública, por outro lado, melhorou, conforme a avaliação. O resultado se dá pela redução do custo da função administrativa e qualificação do servidor. Por outro lado, em tempo para abertura de empresas e qualidade de informação contábil e fiscal, a cidade perdeu dezenas de posições.
No eixo Sociedade, Anápolis obteve melhores resultados em acesso e qualidade de saúde, mas perdeu espaço em acesso e qualidade da educação. A segurança representou o maior tombo: 47 posições, mas também houve queda em saneamento e meio ambiente.






