Vereadora lança nota de repúdio pelo suposto cometimento de crimes durante celebração, sem mostrar provas:
organização questiona o porquê da PM não ter feito nenhuma prisão, se esteve presente o tempo todo
A vereadora Capitã Elizete (PRD) divulgou em suas redes sociais uma nota de repúdio na qual registra grave denúncia: a prática de atos libidinosos em espaço público aberto, diante de crianças. O suposto crime teria ocorrido durante a Parada do Orgulho LGBT+ de Anápolis, feita no último domingo (23).
Apesar da dura nota em que classifica os supostos atos de “abuso, violência e crime”, a parlamentar ainda não apresentou nenhuma prova ou mesmo evidência que justifique seu texto. Ainda assim, segundo ela, o caso deve ser “investigado e punido com rigor”.
A divulgação da nota da parlamentar provocou a reação do Grupo da Diversidade de Anápolis (GDA), responsável pela organização do evento. Representante legal do GDA, Alex Costa divulgou nota de esclarecimento na qual questiona o papel da Polícia Militar do Estado de Goiás durante toda a agenda.
“Durante todo o evento, das 14h às 22h, a Polícia Militar esteve presente na praça Dom Emanuel, e se, supostamente alguma conduta criminosa houvesse ocorrido, certo que, como agentes de segurança pública e com poderes ostensivos, iriam efetuar a prisão em flagrante e encaminhar o(a) responsável à Autoridade Policial, o que não ocorreu”, contrapõe o advogado.
“Todos os anos contamos com o apoio institucional da Polícia Militar do Estado de Goiás que, com total respeito, trabalham para manter a ordem e a segurança de todos os manifestantes, que também fazem parte da sociedade”, completa.
SEM RESPOSTAS
O Anápolis Diário procurou a assessoria de comunicação e a assessoria jurídica da vereadora Capitã Elizete a fim de obter mais detalhes sobre a natureza das informações ou eventuais provas, como vídeos ou imagens, que sustentariam a sua nota de repúdio e cobrança por punição.
À parlamentar foi questionado, por escrito, as seguintes questões:
- O que de fato ocorreu no evento narrado por ela? Pode nos fornecer detalhes que pormenorizem a denúncia feita?
- Ela testemunhou este ocorrido ou recebeu algum tipo de imagem/vídeo/registro sobre o fato que narrou?
- Ela pretende tomar alguma ação – seja política ou mesmo jurídica – quanto a este ocorrido narrado na nota?
Até o fechamento desta reportagem, e após mais de uma hora e meia entre o registro da demanda e esta publicação – nenhum retorno havia sido enviado. O espaço está aberto para o registro da vereadora.






