O prefeito Márcio Corrêa (PL) prepara para o segundo semestre o anúncio de um novo hospital em Anápolis. Uma equipe da prefeitura busca áreas que sejam viáveis para a implantação da unidade, que ficará entre as maiores no município. Este trabalho é feito em parceria com a UniEvangélica, de acordo com o próprio prefeito.
Corrêa trata como pré-requisito que a área fique numa localização de fácil acesso e capaz de receber pacientes de todas as regiões da cidade com pouco tempo de deslocamento. O Anápolis Diário apurou que as buscas estão mais focadas, neste momento, em entroncamentos da região norte de Anápolis. O objetivo é que, até outubro, o terreno esteja selecionado e seja anunciado à população.
Ainda enquanto candidato, Márcio Corrêa colocou no plano de governo a construção de um hospital geral. Este tipo de unidade é focada em atendimento multidisciplinar e equipado para receber diferentes faixas etárias e tratar uma ampla variedade de condições clínicas e cirúrgicas, englobando diversas especialidades médicas como cardiologia, ortopedia, pediatria e neurologia.
Não quer dizer, porém, que o novo hospital será efetivamente assim. Ao AD, a secretária municipal de Saúde, Jaqueline Ordan, explicou que o modelo de funcionamento da futura unidade ainda está em debate na pasta, mas a ideia é que, de fato, ele possa atender uma ampla gama de especialidades. “Mas falar agora seria muito prematuro”, resumiu.
Hoje, a rede de saúde do município dispõe de dois hospitais municipais. O Georges Hajjar atua como retaguarda da UPA Alair Mafra e concentra as internações de pacientes e leitos paliativos para desafogar o pronto-atendimento e evitar cenas como as de outrora, de corredores cheios com pessoas acamadas. O Alfredo Abrahão, por outro lado, é focado em cirurgias eletivas, mas também é porta aberta para traumas e acidentes com animais.

A rede pública ainda conta com o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), que atende urgências, emergências e internações pelo SUS. O futuro hospital, portanto, seria o quarto público na cidade e ampliaria as possibilidades de atendimento. “Anápolis é uma cidade polo para a macrorregião centro-norte do estado e recebe muitos pacientes. Isso sobrecarrega os atendimentos”, disse o prefeito ao justificar a necessidade de uma nova unidade.
A entrega de um hospital referência em Anápolis também é, dizem aliados, uma forma de Corrêa não só cumprir a promessa que fez na campanha, mas também deixar um legado para a saúde. “Ele quer deixar a marca dele”, resume uma fonte.
REDE EM EXPANSÃO
Depois da crise de saúde dos últimos anos, Anápolis ganhou várias novas estruturas na rede. A gestão anterior iniciou as obras do Hospital Georges Hajjar, que foi concluído pela atual administração, bem como a reconstrução do antigo Hospital Jamel Cecílio, que seria UPA da Mulher e agora abriga a UPA Alair Mafra, enquanto o prédio da Vila Esperança passa por reforma.
Corrêa também já iniciou obras de uma policlínica no Adriana Parque, região norte da cidade, com o objetivo de oferecer atendimento completo pelo SUS num só local. O espaço, quando inaugurado, terá consultas, exames, centro cirúrgico, núcleo de saúde da mulher e reabilitação. Entre as especialidades médicas estão fonoaudiologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, ortopedia e gastroenterologia.

Como mostrou o AD, o oftalmologia também terá um ambulatório em funcionamento a partir deste mês no Jardim Alexandrina, que fará atendimentos de urgência e emergência e eletivos.
O prefeito também lança, neste mês, um Centro Municipal de Diagnóstico, que funcionará no antigo prédio do Ipasgo, na Avenida São Francisco, no Bairro Jundiaí, com a realização de todos os tipos de exames, incluindo ultrassonografia e ressonância. Os exames estão entre os principais gargalos da rede pública, de acordo com a prefeitura.
A UPA Alair Mafra de Andrade, na Vila Esperança, passará por reforma e liberará espaço para outro tipo de funcionamento onde funcionava o Hospital Jamel Cecílio, na Vila Jussara. A Semusa ainda estuda como utilizar o prédio, mas uma das possibilidades é que ele atenda à atenção básica.
No âmbito da saúde mental, a cidade ganhou o reforço, via PAC, de um Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), que funcionará 24 horas em frente à UPA Alair Mafra. A localização foi pensada justamente para dar continuidade no atendimento ao paciente que chega à rede com algum tipo de sofrimento mental. A unidade é inédita em Anápolis e já está em obras.







