Uma licitação aberta pela Prefeitura de Anápolis vai contratar uma empresa especializada na contenção de encostas em córregos no Bairro JK Nova Capital, na Vila Goiás e no Residencial Flor do Cerrado. O valor estimado para o serviço é de R$ 6.006.225,83. São R$ 4,050 milhões do Ministério das Cidades, com o restante do valor aportado como contrapartida pela administração municipal.
O projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, destaca que o objetivo é mitigar riscos de alagamento e processos erosivos. Para conter as encostas, a solução de engenharia será a implantação de muro de arrimo do tipo gabião.
No Bairro JK Nova Capital a obra de contenção será feita no Córrego Água Fria, em área verde às margens da Rua 44. O curso d’água que nasce da união de nascentes próximas à BR-153 tem papel importante na formação do lago do Parque Ecológico JK, antes de desaguar no Córrego Cascavel.
Também será feita a contenção no Córrego Góis, às margens da Avenida Brasil, na Vila Goiás, um problema crônico que afeta, inclusive, os fundos de imóveis que ficam na Avenida Miguel João.
Também será executada a recuperação de trecho na Rua FC 22, no Residencial Flor do Cerrado, às margens do Ribeirão Antas. Além de eliminar o processo erosivo que causa prejuízos ambientais, a contenção vai preservar a via que faz ligação ao elevado recém-inaugurado na BR-153, fundamental para a mobilidade de milhares de moradores da região norte de Anápolis.
Nos três córregos, uma escavação será necessária para execução da base para assentamento do muro de contenção. Após essa etapa, será realizado o aterro compactado de forma mecanizada. Por fim, o projeto prevê o plantio de grama batatais em placas na superfície.

Necessidade
O secretário municipal Thiago de Sá (Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente) explica que as intervenções são necessárias para conter processos erosivos e recuperar áreas comprometidas pela ação das águas pluviais, especialmente em locais onde as características do terreno e a concentração do escoamento superficial favorecem a instabilidade do solo.
“As obras têm como objetivo estabilizar os taludes [barrancos] e as margens dos cursos d’água, impedir o avanço das erosões e proteger a infraestrutura urbana e as áreas adjacentes, proporcionando maior segurança à população e evitando o agravamento dos problemas existentes, que poderiam exigir intervenções futuras ainda mais complexas e onerosas”, afirma Thiago.
O prazo contratual previsto para a execução das obras é de 12 meses, observadas as condições estabelecidas no contrato e o cronograma de execução dos serviços. O secretário ressalta que as intervenções contribuirão para melhorar as condições de escoamento das águas pluviais, por meio da estabilização das margens dos cursos d’água, da proteção dos taludes e da adequação das condições de drenagem nas áreas afetadas.
Segundo Thiago de Sá, um dos principais benefícios será a redução do carreamento de solo provocado pelas chuvas, evitando a progressão dos processos erosivos e o acúmulo de sedimentos nos canais de drenagem. “As obras contribuirão para preservar a capacidade de escoamento dos cursos d’água, proteger a infraestrutura existente e proporcionar maior segurança e durabilidade às estruturas urbanas dessas regiões”, reforça.

Meio ambiente
Outro fator positivo das obras é a proteção ao meio ambiente, já que áreas bastantes degradadas serão recuperadas. Um dos principais pontos é cessar o carreamento de solo e outros sedimentos para os córregos, o que evita o assoreamento desses cursos d’água. As intervenções vão garantir a preservação das condições naturais de escoamento, sobretudo da água da chuva.
“A estabilização e a proteção dos taludes também contribuem para interromper a degradação progressiva dessas áreas, promovendo maior equilíbrio ambiental, preservando os recursos hídricos e reduzindo a necessidade de futuras intervenções corretivas”, finaliza o secretário.






