A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já definiu as cepas do vírus Influenza que vão integrar as vacinas contra a gripe no Brasil em 2027. O imunizante passa a valer a partir de 1º de fevereiro do próximo ano.
Segundo a médica infectologista Déborah Mota, o Ânima Centro Hospitalar em Anápolis, a principal mudança para a vacina Influenza de 2027 em relação à composição de 2026 é a substituição da cepa H3N2, além da atualização da cepa B, enquanto a cepa H1N1 foi mantida.
As vacinas trivalentes destinadas ao público brasileiro deverão conter três cepas virais: duas do tipo A (subtipos H1N1 e H3N2) e uma do tipo B (linhagem Victoria).
“Essa seleção é orientada pela vigilância epidemiológica internacional e pelas recomendações da Organização Mundial da Saúde [OMS], através de dados coletados em Unidades Sentinelas ao redor do mundo”, explica a especialista.
A reformulação anual da vacina é um procedimento padrão indispensável, já que os vírus respiratórios sofrem mutações genéticas contínuas e novas variantes passam a predominar a cada temporada.
A médica adverte que um erro comum entre a população é acreditar que ter tomado a dose no ano anterior garante proteção duradoura. “É importante reforçar que a vacina deve ser tomada anualmente, pois a imunidade diminui com o tempo e o vírus sofre alterações”, explica Déborah.
Mais do que prevenir a gripe, a vacina é fundamental para reduzir complicações, hospitalizações e mortes, especialmente nos grupos de risco, formados por idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades.





