A defesa da advogada Jéssika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, se manifestou sobre sua prisão no último dia 21 de julho, no âmbito da investigação de um golpe financeiro cibernético que pode chegar a R$ 75 milhões contra uma empresa de Minas Gerais. Em nota enviada ao Anápolis Diário pela assessoria de imprensa de Jéssika, a defesa nega que a anapolina integre organização criminosa ou tenha participado de crimes de estelionato. O texto também critica o que chama de “judicialização midiática” do caso.
A nota, datada de hoje (dia 03 de agosto), é assinada pelo advogado Marcelo Teixeira de Sousa. Na manifestação encaminhada à imprensa, a defesa refuta as alegações de que Jéssika teria movimentado valores ilícitos ou cedido contas para a fraude.
“Não procede a alegação de que teriam ocorrido movimentações financeiras vultosas em suas contas bancárias. Até o presente momento, não foi apresentado qualquer documento, extrato bancário, comprovante ou outro elemento concreto que demonstre a existência dessas supostas movimentações”, afirma a nota.
Jéssika Lorrane tem sido citada no âmbito de um inquérito conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que apura o desvio de aproximadamente R$ 75 milhões da Zema Financeira, instituição ligada à família do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo).
Segundo informações divulgadas pela polícia e reproduzidas pela imprensa, a advogada teria prestado apoio logístico e financeiro ao esquema, supostamente liderado por seu companheiro, o empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, e sua residência em Anápolis teria servido como base operacional para o ataque.
“Alertamos para os graves prejuízos causados pela judicialização midiática e pela condenação antecipada promovida por veículos de comunicação, práticas que comprometem o direito à ampla defesa e à presunção de inocência”, prossegue o comunicado, assegurando que todas as teses acusatórias serão rebatidas no devido processo legal.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA
NOTA À IMPRENSA
A defesa de Jéssika Lorrane Bastos de Castro, representada pelo advogado Dr. Marcelo Teixeira de Sousa, vem a público esclarecer que são falsas as afirmações que a apresentam como integrante de organização criminosa ou participante de crimes de estelionato.
Não procede a alegação de que teriam ocorrido movimentações financeiras vultosas em suas contas bancárias. Até o presente momento, não foi apresentado qualquer documento, extrato bancário, comprovante ou outro elemento concreto que demonstre a existência dessas supostas movimentações.
A defesa confia que, ao longo da instrução processual, ficará demonstrada a absoluta ausência de elementos que vinculem Jéssika à organização criminosa ou à prática de estelionatos, prevalecendo o devido processo legal, a presunção de inocência e a necessária individualização das condutas.
Alertamos para os graves prejuízos causados pela judicialização midiática e pela condenação antecipada promovida por veículos de comunicação, práticas que comprometem o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
As teses acusatórias relativas aos supostos crimes de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de capitais serão integralmente rebatidas no devido processo legal, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa.
A defesa repudia o sensacionalismo, confia no Poder Judiciário e assegura que a verdade prevalecerá, destacando, ainda, que a inscrição profissional de Jéssika na OAB-GO permanece plenamente ativa.
Anápolis – GO, 03 de agosto de 2026.
Dr Marcelo Teixeira de Sousa
OAB 53967






