A proteção de uma assessoria jurídica robusta é uma segurança a mais para qualquer candidato. Daí a presença da contratação do profissional em quase todas as campanhas, de vereador à Presidência da República. Os valores variam de acordo com o orçamento, com a previsão de “problemas” e com o nível de serviço prestado por cada banca.
Dos candidatos anapolinos, dois chamaram a atenção no levantamento feito pelo Anápolis Diário. Candidata a deputada federal pelo PSDB, Rebeca Romero contratou o serviço jurídico ao custo de R$ 100 mil. O valor representa 20% do total de receitas recebidas até aqui pela candidata.
Outro que apostou alto em segurança jurídica foi o ex-vereador Leandro Ribeiro (Mobiliza). O candidato a deputado estadual assinalou a destinação dos mesmos R$ 100 mil para o setor. No caso dele, cujo gasto até aqui é de R$ 316 mil, o investimento supera a casa dos 30%. Coincidentemente, ambos contrataram o mesmo advogado para a realização de suas assessorias jurídicas e são os campeões nesse tipo de investimento.
Para se ter uma ideia, o candidato à reeleição Amilton Filho (MDB) reservou R$ 20 mil ao escritório Gabriel Moreira Lima. O valor é maior que os R$ 5 mil que o também candidato à reeleição Antônio Gomide (PT) pretende pagar ao advogado Henrique Jacinto. Na disputa em esfera federal, o deputado Rubens Otoni (PT) está em busca do que pode ser o seu sétimo mandato. Ele investiu R$ 75 mil, um quarto a menos que o previsto por Rebeca, que tenta estrear nas vitórias eleitorais.
MEDALHÕES
Chegando à cidade agora com maior penetração por conta da proximidade que mantém com o prefeito Márcio Correa (PL), o ex-prefeito de Luziânia, Célio Silveira (MDB), candidato ao quarto mandato como deputado federal, conta com os serviços do renomado escritório liderado por Dyogo Crosara. A Crosara e Franca Advogados custou R$ 60 mil ao deputado federal do Entorno e traz consigo a chancela de ser um “medalhão” desse tipo de assessoria.
Com potencial de ser o deputado federal mais votado destas eleições, conforme diversas pesquisas eleitorais, o atual presidente da Alego, Bruno Peixoto (União), contratou a Cotrim Advogados por um custo bem menor: R$ 15 mil. O valor é até mesmo inferior ao que o vereador Suender Silva (PL) pagou. O candidato anapolino à Câmara Federal fechou compromisso de pagar R$ 25 mil ao escritório Paixão Advogados Associados, comandado por Willian Paixão e pelo professor universitário Alessandro Paixão.
EXPLICAÇÕES
Ao AD, Leandro Ribeiro afirmou que os valores serão revistos, uma vez que a prestação presente hoje no Tribunal Superior Eleitoral ainda é parcial e “será reajustada”. “Provavelmente, há um equívoco nesse lançamento”, disse o candidato, que reiterou que pedirá a revisão.
Já a tucana Rebeca Romero justificou a contratação pelo mesmo preço do colega de urna ao mesmo advogado. “Uma campanha para deputada federal tem uma dimensão muito ampla, né? Estamos falando de um trabalho que precisa alcançar todo o estado de Goiás, que possui 246 municípios, além de uma cidade como Anápolis, com mais de 280 mil eleitores e um potencial enorme de atuação”, explicou.
“As despesas relacionadas à assessoria jurídica fazem parte de uma campanha desse porte. Na minha avaliação, esse gasto está dentro da normalidade e precisa ser analisado dentro do contexto e da dimensão do trabalho realizado”, completou.
A candidata defendeu que o levantamento do AD tenha caráter “comparativo, considerando outros candidatos que também estão disputando o mesmo cargo”. “Olhando para o contexto geral, considero esse percentual estritamente normal”, insistiu. Na comparação proposta por Romero, ela já é a campeã entre os demais candidatos à Câmara Federal.






