O Republicanos é uma legenda importante na sucessão estadual. Em goiás é comandado pelo ex-prefeito de Anápolis Roberto Naves. Até abril, Naves presidia a GoiásTurismo, e só deixou a função ao projetar convite para a suplência de Gracinha Caiado (União) ao Senado.
Sua saída foi negociada a fim de que o partido – e seu grupo – continuasse prestigiado dentro do Governo. Para isto Naves indicou seu chefe de gabinete, o ex-vereador Paulo Henrique da Farmácia. Filiado ao Republicanos, ele se tornou a opção ideal para que o grupo do ex-prefeito continuasse com ascendência no setor.
Só que em menos de um mês, duas investigações colocaram a GoiásTurismo no foco de suspeitas, envolvendo os dois Republicanos. A primeira, interna, foi liderada pela Controladoria Geral do Estado (CGE). O órgão de fiscalização encaminhou ao gabinete estadual relatório identificando irregularidades em contratos assinados por Naves. Num deles, a CGE apontou para o prejuízo de R$ 5 milhões à agência, após identificação de irregularidades. Em outro, registrou superfaturamento em diárias: onde deveriam ser pagas duas, pagaram sete.
CASO DE POLÍCIA
A segunda investigação é externa e vem da Polícia Civil. Não envolve a GoiásTurismo, mas recai sobre o atual presidente. Paulo Henrique foi secretário em Goiânia, e foi alvo na ultima quarta-feira (10) de busca e apreensão dentro de investigação sobre um esquema de corrupção na gestão Rogério Cruz. Paulo Henrique faria parte – segundo é apurado – de um grupo que cobrava para liberar alvarás de eventos.
Se o caso não remete às suas ações na GoiásTurismo, onde tem a missão de dar continuidade aos acordos de Naves, a investigação tem o potencial de colocar o Governo de Goiás no centro das atenções, gerando um desgaste que não é seu.
A depender dos desdobramentos do inquérito policial, Paulo da Farmácia pode não ter condições de seguir representando o Turismo, enquanto responde por suspeita de corrupção em eventos e shows.
Assim, é possível que o Republicanos continue com espaço reservado para fazer política, mas nas mãos de outro grupo com menos envolvimento em apontamentos de insolvências financeiras e suspeitas de desvio de conduta com dinheiro público.






