Nomeado há pouco mais de uma semana para a Presidência da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), o anapolino Luiz Antônio Rosa tem feito um processo intenso de transição com Francisco Júnior, que deixa a companhia. Embora ainda sequer tenha sido empossado, o novo presidente deixa claro seu compromisso com Anápolis e o fortalecimento do Daia. Ele destaca, por exemplo, que vai trabalhar junto aos empresários para que eles atinjam pontuações necessárias para obter valores mais módicos nas áreas do DaiaPlam –uma das principais reclamações. Também revelou que há interesse no parque industrial anapolino e apontou estratégias para garantir a implementação de novas empresas. Confira a entrevista na íntegra:
Anápolis Diário: Durante a transição, o que identificou como prioridade na Codego?
Luiz Rosa: Dediquei como prioridade entregar alguns projetos que o Francisco já havia deixado na agulha para entregar e precisam ser consolidados e dar sequência a outros planos. Há muita coisa boa que podemos lançar, inclusive para Anápolis. A prioridade é ter o mínimo de modificações possíveis agora e realmente fazer entregas para não perder o fio da meada
AD: Como sua gestão vai trabalhar para o desenvolvimento industrial de Goiás?
LR: Minha gestão vai estar mais próxima dos empresários. A intenção é fazer com que eles sejam mais participativos na companhia e que a gente consiga dar as respostas que eles precisam. No final, eles são os pagadores dos impostos. Quem traz a riqueza são eles. A gente quer muito a presença dos empresários. Isso é um direcionamento muito bom para nós.
AD: Anápolis detém o maior parque industrial administrado pela Codego. Como o senhor, sendo um anapolino, pretende tratar o Daia?
LR: A expectativa é muito boa. A maioria dos empresários já entrou em contato comigo e apresentou demandas e as organizando. Muitos evidenciaram como a Codego vem melhorando. Precisando dar uma atenção muito especial para o Daia, por ser o maior distrito, sem deixar os outros distritos desamparados, inclusive o Dianot, que está vindo com tudo e com muitas empresas para se instalarem. Queremos uma parceria de Anápolis, Aparecida, Rio Verde, mas Anápolis vai ter a atenção que o Daia merece.
AD: Quais as principais demandas dos empresários do Daia hoje?
LR: São as áreas que precisam ser regularizadas, outras áreas que precisam ser desmembradas. Empresários que fizeram mudanças de CNPJ precisam resolver documentação. Em segundo lugar estão as novas implantações (de indústrias), que temos buscado acelerar para compor o parque industrial do estado.
AD: Quantas áreas do Daia ainda não foram regularizadas? É possível completar o processo de regularização fundiária do Daia em quanto tempo?
LR: É uma questão de mais de 50 anos. Foi importante ter feito o Daia, mas não se fez o parcelamento de solo da forma correta. Vem sendo corrigido pela gestão do Francisco. Já iniciou e vai evoluir bastante. Até o fim do ano já vai ter muito mais certidões liberadas de imóveis. Ainda preciso levantar todas estas informações, pois são muitos documentos. Mas como a gente é do ramo, vai saber o que precisa ser feito para acelerar o máximo possível a regularização.
AD: Outra reclamação dos empresários é o preço cobrado pelos terrenos do DaiaPlam. Há possibilidade de rever os valores?
LR: A Codego tem uma tabela e ela pode ser melhor explicada. Mas há condições de baixar o custo e vamos buscar que seja feito. Vamos dar apoio às empresas para que elas levantem as documentações necessárias e alcancem o máximo de desconto possível para reduzir o custo das áreas. Queremos muito fazer já com essa comunicação junto às empresas, inclusive até um apoio para direcionar. A gente quer que as empresas se instalem.
AD: Além da IBG, há outra empresa em processo de instalação no Daia?
LR: Tem outras empresas. Queremos consolidá-las para anunciar que elas vão vir. Queremos só arrumar a documentação para ter certeza de que elas virão. Queremos divulgar. Quando a gente divulga uma empresa de determinado ramo, outras empresas têm interesse. É o caso da Changan. Como anunciou novos investimentos, recebemos o pessoal de uma empresa de peças veiculares da China. Quando anunciamos uma empresa, outras empresas têm interesse.
AD: Ainda é o início, mas olhando para o futuro, que legado pretende deixar à frente da Codego?
LR: Ter avanço significativo em novas empresas, novas indústrias, novos CNPJs em todos os distritos, deixar uma gestão organizada e participativa entre Codego e empresários. Queremos deixar um legado de evolução, de uma empresa que realmente traz benefícios para o empresariado como um todo e fomentando o desenvolvimento do estado.






