João da Luz (Cidadania) não é exatamente uma referência na construção de discursos lógicos e coerentes. Mesmo assim, em alguns momentos, o parlamentar abusa da licença poética de não fazer sentido algum. O caso mais recente é o uso de uma antiga muleta retórica usada por muitos políticos: a defesa da alternância de poderes.
Segundo disse nesta quarta-feira (10) em discurso na sessão ordinária, é fundamental para a Política que haja “reoxigenação e alternância dos poderes” pelo bem de todos e em nome do avanço das gestões. Claro, o pano de fundo de sua fala era defender o retorno do pré-candidato e ex-governador Marconi Perillo (PSDB), ao Palácio das Esmeraldas. Ele também já usou o mesmo discurso para pedir que Lula (PT) dê lugar a Flávio Bolsonaro (PL) no Planalto.
Só que, ao ser questionado sobre a sua disposição de ceder lugar para que outro nome ocupe seu gabinete de vereador, João da Luz mudou da água para o vinho. Segundo defende, há uma explicação para ele estar em seu quarto mandato. “Isto mostra que o trabalho tem resultado e que eleitor reconhece isso”, disse.
“Quem mostra que o trabalho funciona é a urna. É o eleitor que valida essa reoxigenação”, completou. Ou seja: oxigenação na urna dos outros é refresco.





