O prefeito Márcio Corrêa (PL) se mantém otimista quanto à retomada da Capag (Capacidade de Pagamento) B ainda este ano. Nesta terça-feira (9), após a abertura do Goiás Social, Corrêa garantiu que o município fez o dever de casa para atingir os indicadores fiscais exigidos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para a melhora da nota.
Em 2024, pela primeira e única vez na história, a cidade atingiu Capag B. Em 2025, ainda com indicadores da gestão de Roberto Naves (Republicanos), voltou à Capag C, que indica que o município tem baixa qualidade fiscal, o que eleva os juros em contratações de operações de crédito.
Se a aposta da prefeitura se provar certeira e, de fato, a nota subir junto ao Tesouro Nacional, Corrêa não esconde os planos de renegociar os juros para ter mais espaço para investimentos.
“Estamos aguardando sair o relatório. Estamos bem tranquilos em avançar em relação à classificação do município pelo balanço contábil entregue à STN. Estamos aguardando para que Anápolis melhore sua condição fiscal e renegocie os contratos que foram assinados com a avaliação de crédito ruim para ter juros mais acessíveis”, disse.
No ano passado, o prefeito obteve uma autorização da Câmara Municipal para contratar um novo empréstimo de até R$ 756 milhões para quitar as operações de crédito contratadas pela gestão Roberto Naves. A lei tem uma condicionante – que os juros sejam mais módicos ao município e a uso seja unicamente para a quitação dos compromissos com o banco.
Questionado pelo Anápolis Diário se a renegociação dos empréstimos com Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil se dariam através de uma nova contratação de crédito, Corrêa não cravou. “Depende do modelo operacional do banco. Em muitos você tem que quitar uma operação para viabilizar outra”, resumiu.
Nos bastidores, vereadores já estão a postos para uma potencial convocação para sessão extraordinária em julho que votaria a contratação de um empréstimo. Qualquer passo nesse sentido, todavia, depende da reavaliação da STN.






