O vereador Marcos Carvalho (PT) deve protocolizar nesta semana uma denúncia formal no Conselho de Ética, através de representação na Corregedoria da Câmara. Previsto no regimento, o corregedor é o vice-presidente da Casa, posto hoje ocupado por José Fernandes (MDB).
O motivo da ação é foi uma acusação feita por Suender Silva (PL). Ao perder o rumo numa discussão envolvendo política nacional, Silva afirmou durante uma sessão da Câmara que Marcos Carvalho “defende o PCC e as facções”. O parlamentar, que é escrivão da Policial Federal licenciado, não apresentou até o momento provas da acusação.
No documento, a qual o Anápolis Diário obteve acesso, Marcos Carvalho destaca que o debate não foi apenas “mera crítica política”. “Não se trata de divergência ideológica. Não se trata de debate parlamentar acalorado. Trata-se de imputação pública, direta e inequívoca de alinhamento, simpatia ou defesa de organizações criminosas responsáveis por homicídios, tráfico internacional de drogas, lavagem de capitais, corrupção, extorsões, ataques a agentes públicos e afronta permanente ao Estado Democrático de Direito”, registra o parlamentar.
Para Carvalho, Suender foi responsável por uma atribuição direta e inequívoca de acusação. “Em ambiente democrático, acusar um parlamentar de defender facções criminosas significa atingir o núcleo mais sensível de sua credibilidade pública, sua honra objetiva, sua reputação política e sua dignidade institucional”, completa.
PEDIDOS
Na peça, endereçada à presidente Andreia Rezende (Avante), Marcos Carvalho pede o acolhimento da denúncia, investigação através da oitiva de testemunhas, registro da fala em vídeo, e a sansão disciplinar compatível, previsto no Regimento Interno.
Marcos Carvalho pede ainda a retratação pública do colega sobre a acusação feita. Em caso de resistência, o vereador espera que a Câmara Municipal aprove um voto de desagravo do Poder Legislativo sobre o comportamento de Suender Silva.






