Gustavo Mendanha anunciou nesta quarta-feira (03) que é pré-candidato a disputar uma das duas vagas ao Senado em outubro próximo. O ex-senador tentou, inicialmente, firmar seu nome como opção à vice de Daniel Vilela (MDB). Sem o espaço esperado, reconfigurou seu GPS político. E garante: vai usar sua habilidade política para dialogar com eleitores “dos dois lados”.
O outro lado a que se refere são os eleitores mais identificados com as pautas do PL e, em especial, o bolsonarismo goiano. Com fortes ligações com os evangélicos, Mendanha tem feito acenos a Gustavo Gayer (PL), demonstrando que a disputa caminhará para uma convergência de discursos e não um enfrentamento enraivecido como, por exemplo tem feito Vanderlan Cardoso (PSD).
Ao Anápolis Diário, Mendanha antecipou que pretende dialogar com todos os grupos dentro e fora do bolsonarismo tanto no PL quanto no grupo governista. Questionado sobre a possibilidade de fazer a disputa fora da base palaciana, Mendanha demonstrou tranquilidade para garantir que seu projeto está “garantido” e tem sua situação “pacificada” entre os demais postulantes.
Entre os predicados apresentados por ele para se credenciar na disputa está o fato de ter obtido, em 2020, 95,5% dos votos em sua reeleição em Aparecida. Dois anos depois, disputou contra a reeleição de Ronaldo Caiado e obteve mais de um milhão de votos ou, como costuma frisar, 25% do eleitorado goiano.
Nos bastidores de seu grupo, a expectativa é que Mendanha seja opção para primeiro e segundo votos. Ou seja: ser o voto de opinião, a primeira escolha, e também ser o nome mais leve escolhido pelo eleitor que costuma fazer a seleção do segundo voto por nomes menos “pesados” em questões ideológicas.






