Presidente da Câmara Temática de Mobilidade Urbana, o deputado federal anapolino Rubens Otoni (PT) defendeu a adoção por parte do Governo Federal de uma política de Tarifa Zero no transporte público como uma ferramenta de repartição de riqueza, estímulo ao consumo e desenvolvimento econômico.
A avaliação do parlamentar foi registrada em artigo recente publicado no portal Brasil 247 e teve repercussão imediata em diversos segmentos relacionados à mobilidade urbana. “O Brasil vive um momento oportuno para aprofundar esse debate. A Tarifa Zero é uma possibilidade concreta para transformar as nossas cidades e impulsionar o desenvolvimento social e econômico do país”, analisou o deputado.
Otoni realizou na última quinta-feira (14) uma audiência pública em Goiânia para tratar do tema. A ideia do deputado é que o benefício atinja todas as 27 capitais e as regiões metropolitanas, incluindo a cidade de Anápolis. Um dos argumentos técnicos defendidos pelo parlamentar é um estudo da UNB.
Os pesquisadores estimam que a implementação da Tarifa Zero teria potencial para injetar cerca de R$ 60,3 bilhões por ano na economia nacional. Haveria uma injeção líquida de aproximadamente R$ 45,6 bilhões circulando nas cidades.
IMPACTOS
Rubens defende que o benefício tem o poder de redirecionar investimentos a partir da reprogramação da renda das famílias. “O trabalhador que hoje utiliza parte da renda para custear deslocamentos passaria a ter maior capacidade de consumo e melhor qualidade de vida. Para o mercado, isso significa o fortalecimento do comércio local, movimentando negócios e estimulando a geração de empregos”, registra.
O deputado ainda destaca que a medida – em debate no Governo Federal – pode aumentar a atratividade do transporte público e reduzir a dependência do automóvel. “Isso significa menos congestionamentos, menor emissão de poluentes e cidades mais sustentáveis”, projeta.
“A Tarifa Zero desponta, portanto, como uma política pública capaz de ampliar acessos, estimular a economia local e reduzir desigualdades sociais. Mais do que uma discussão tarifária, trata-se de um debate sobre desenvolvimento urbano, inclusão e qualidade de vida nas cidades brasileiras”, finaliza.






