O Poder Judiciário de Goiás, por meio do Juizado de Violência Doméstica de Anápolis, determinou a concessão de medidas protetivas contra o médico Federico de Souza Jaime. A decisão atende a um pedido de sua irmã, Danielle Souza Jaime, que o acusa de agressões físicas e ameaças de morte.
A liminar, assinada no último dia 12 de maio pelo juiz Renato César Dorta Pinheiro, impõe restrições severas. Federico está proibido de se aproximar da irmã, familiares e testemunhas, devendo manter distância mínima de 300 metros. A decisão veda qualquer contato, inclusive por redes sociais, e impede que ele frequente os mesmos locais que a vítima. As medidas têm prazo indeterminado e o descumprimento pode resultar em prisão preventiva.
Danielle Jaime também havia pedido a mesma medida protetiva ao seu concunhado, irmão de Bárbara Lira, que também registrou ocorrência de agressão contra Danielle. Mas, neste caso, a Justiça de Goiás entendeu que não havia sustentação para a concessão.
O CASO
O estopim para a decisão ocorreu em 09 de maio, no aniversário da mãe dos envolvidos. Segundo relatos apresentados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), a confraternização transformou-se em um cenário de violência.
A confusão começou quando a mãe, que sofre de demência e usa medicamentos controlados, passou mal com sintomas de crise convulsiva. A vítima relatou que o mal-estar foi provocado por bebida alcoólica, fornecida pelo próprio médico, incompatível com o tratamento da idosa. Danielle tem vídeos indicando que o médico deu champanhe e cerveja para a mãe por ocasião de seu aniversário. Segundo ela, a idosa toma cinco tipos de remédios controlados.
DEFESA
Ao longo da semana, o Anápolis Diário buscou contato com o médico Frederico Jaime e com o advogado – identificado apenas como Paulo Henrique – para obter posicionamentos sobre o caso. Inicialmente, o suposto agressor ameaçou o AD de um processo por divulgar o boletim policial que trazia o caso. Depois encaminhou as tratativas ao seu advogado, enviando um contato. Frederico comentou apenas que teria sido vítima de uma “mentira”. “A história que ela conta é a versão dela e não condiz com os fatos”, disse.
O AD também solicitou e aguardo um posicionamento por parte do advogado. O representante do médico comprometeu-se a se inteirar de todo o caso para só então emitir um comunicado. Ele foi novamente contatado após a divulgação da medida protetiva e, novamente, não respondeu à reportagem.






