Anápolis chegou, em 2026, ao ponto de universalização da coleta e tratamento de esgoto. O Marco Legal do Saneamento define que o serviço é universal quando pelo menos 90% da população de um determinado local o acessa. Dados da Saneago, concessionária do saneamento na cidade, apontam que 94% dos domicílios estão conectados à rede de esgoto.
A cidade atinge o patamar de universalização sete anos antes do prazo estabelecido pela lei que instituiu o Marco Legal do Saneamento. Em seis anos, o município saltou de 73% de cobertura da rede de esgoto para 94%. Ou seja, na média, a cada ano cerca de 14 mil anapolinos passaram a ter acesso à rede de coleta de esgoto.
AVANÇO
Os números da Saneago, no entanto, divergem do apresentado pelo Instituto Trata Brasil, que produz o Ranking do Saneamento. Em 2026, o estudo mostrou que Anápolis tem 82,64% de atendimento total de esgoto e que 74,32% dele é tratado devidamente. Entre as cidades avaliadas, a goiana ficou em 43º, uma posição abaixo de 2025. A água tratada, diz o levantamento, chegou a 96,84% dos anapolinos.
De acordo com os dados utilizados pelo Trata Brasil, baseados no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), Anápolis ainda não chegou ao patamar de universalização. A Saneago, no entanto, cita que as informações são de 2024 e, portanto, não estão compilados avanços mais recentes que ampliaram a cobertura da rede no município. “Os números atualizados da Saneago demonstram que a Companhia está ainda melhor, batendo recordes ano após ano”, disse a estatal.
À frente de Anápolis no estudo do Instituto Trata Brasil estão Goiânia, sexta do país, com 99,85% de cobertura de água tratada e também de atendimento de esgoto; e Aparecida de Goiânia, em oitavo, com 97,33% para o atendimento de água tratada e 86,66% na coleta de esgoto.
INVESTIMENTO
Desde a assinatura do novo contrato de concessão, em fevereiro de 2020, a empresa informou que foram aportados R$ 304,2 milhões no município. A primeiro objetivo era dar fim à falta d’água que assolava a cidade até o fim da década passada.
Uma das principais obras para garantir o fornecimento foi a ampliação da Estação de Tratamento de Água de Anápolis, inaugurada em dezembro do ano passado.
O investimento de R$ 53 milhões duplica a capacidade de produção de água tratada, que passa de 800 para 1.600 litros por segundo. “Todo esse investimento prevê não só um reforço hídrico, como também visa atender o crescimento vegetativo do município”, assinala a empresa.
OBRAS
Também considerada muito importante para a segurança hídrica foi a obra de integração do Sistema Daia ao Sistema Piancó e o incremento da produção de água com a interligação de novos poços. No ano seguinte, em 2021, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água Modular, 100% automatizada. Houve incremento de 150 litros de água por segundo ao sistema – 17,5% a mais do que era produzido até então.
A Estação de Tratamento de Esgoto também passa por obra de ampliação. Está sendo implantado o sistema terciário, que é a etapa final do processo, focada na remoção de poluentes específicos, microrganismos patogênicos e compostos inorgânicos como metais pesados. Assim, amplia-se a oferta de água reutilizável ou descarte seguro. Conforme a Saneago, a capacidade de tratamento crescerá de 350 l/s para 800 l/s.






