O vereador Jean Carlos (PL) deixou a liderança do Executivo na Câmara Municipal com receio que as negociações de Márcio Correa (PL) com o segmento gerassem um desgaste na sua imagem de representante dos trabalhadores da Prefeitura. No final, Corrêa concedeu o aumento reivindicado conforme desejo do SindiAnápolis e o parlamentar pode colher o mérito de “intermediar” a negociação.
Mas, depois de garantir o reajuste aos servidores da Prefeitura, Jean Carlos vem sendo “acusado” de fazer corpo mole e não endurecer o debate sobre o mesmo reajuste para os servidores da Câmara Municipal. Ele nega qualquer mudança de postura.
“Estou trabalhando, dialogando com a Presidência e o sindicato. Tenho 39 anos de serviço público e sei da importância da valorização”, se credencia o parlamentar, ressaltando a sua história. Mas, por outro lado, o vereador deixa claro que não vai absorver nenhum desgaste em sua imagem e capital político por conta de decisões da presidente Andreia Rezende (Avante).
“Estou trabalhando com responsabilidade, contribuindo com a presidente Andreia Rezende, que tem a prerrogativa de tomar as decisões administrativas junto à equipe jurídica e financeira da Câmara”, vacina o parlamentar, empurrando à cadeira principal a missão de conceder o aumento ou ficar se explicando do porque da negativa dada esta semana.
Para Jean, que concedeu as declarações nesta quinta-feira (26), após Andreia negar o reajuste aos trabalhadores do Legislativo, ainda há alguma esperança de reversão. “Tenho certeza de que o objetivo de todos nós é encontrar caminhos viáveis e justos”, avisa.
Questionado sobre a razão da negativa, ainda que as contas públicas mostrem que houve aumento no repasse do duodécimo para a atual Mesa Diretora, o parlamentar, que faz parte da mesa, se fia às informações oficiais repassadas pela presidente.
“De acordo com o parecer da Procuradoria, hoje não há viabilidade técnica, financeira e jurídica para o reajuste, por limitações orçamentárias e regras da Lei de Responsabilidade Fiscal”.
DOMINGOS PAULA
Jean Carlos empurra para outro ator político o cenário financeiro atual. “As correções aprovadas na gestão anterior, em 2024, só passaram a impactar a folha de pagamento a partir de 2025, e em um volume maior do que o previsto”, indica Jean Carlos, apontando desta vez para a gestão do ex-presidente Domingos Paula (PDT).
“Houve equiparações, mudanças na estrutura da Câmara e aumento de subsídios, o que elevou significativamente os gastos com pessoal. De acordo com o parecer da Procuradoria, esse cenário gerou limitações orçamentárias “, reitera.






