Depois de um 2025 sem data-base, os servidores da Câmara Municipal não terão, novamente, a recomposição salarial em 2026. A presidente da Casa, Andreia Rezende (Avante), comunicou aos vereadores, após a sessão extraordinária desta quarta-feira (25), a decisão de negar o reajuste pedido pelos trabalhadores. Logo depois, ela também fez o anúncio ao Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Anápolis (SindiAnápolis).
A entidade solicitou a ela, em ofício enviado em janeiro, a recomposição do índice inflacionário de 2025, ou seja, 4,26%. A resposta do contato só veio, no entanto, no início de março, quando o SindiAnápolis anunciou que recorreria às vias judiciais pela data-base.
No início desta semana, na segunda-feira (23), Andreia Rezende se reuniu com o presidente do sindicato, Grattony Gratão, mas não fez nenhuma proposta. Dois dias depois, ela o comunicou da decisão de negar, pelo segundo ano seguido, a data-base dos servidores sob a alegação de que o poder legislativo passar por um período de arrocho financeiro.
Ironicamente, a Câmara aprovou nesta quarta-feira, em sessão extraordinária, um reajuste concedido pelo prefeito Márcio Corrêa (PL) aos servidores da prefeitura – de 5,4% para professores e de 4,26% para os demais servidores. E o poder executivo também enfrenta restrições orçamentárias. A despeito disso, Corrêa negociou com os sindicatos e chegou a uma proposta que os agradou para pagar a data-base.
O SindiAnápolis, que havia suspendido a ação judicial enquanto aguardava o diálogo, ainda não definiu se vai ou não provocar a Justiça pelo reajuste.






