Se um resultado eleitoral é fruto de uma série de decisões tomada bem antes do dia da eleição, Leandro Ribeiro (MDB) sabe que não pode errar na estratégia desde as primeiras escolhas. A começar, no seu caso, pelo partido a se filiar. Pré-candidato a deputado estadual, o ex-presidente da Câmara Municipal de Anápolis tem um espólio eleitoral de 28.480 votos de 2022 que, agora, podem ser o diferencial para chegar à cadeira que preteriu disputar na eleição passada.
Ribeiro está próximo do Agir, mas há convites de outras legendas com perfil estratégico aos interesses do anapolino, como o Mobiliza, DC e Avante. “As negociações estão avançadas com o presidente Fernando Meirelles, mas preciso de uma chapa compatível com o meu perfil”, explica o pré-candidato.
No partido de Meirelles, que em Anápolis é comandado pelo vereador Frederico Godoy, um aliado de Ribeiro, o único “medalhão” é a deputada estadual candidata à reeleição Rosangela Rezende, da cidade de Mineiros. “Não adianta pensarmos numa disputa em que a briga interna seja desproporcional”, analisa.
Além das desafiadoras escolhas partidárias, Leandro Ribeiro tem a seu favor um cenário bastante diferente do que enfrentou em 2022. Naquela eleição, nomes como o de Coronel Adailton (SD) e, principalmente, Vivian Naves (PP), estavam em alta.
Quatro anos depois, o coronel PM vive um momento de desgastes públicos, como ter sido chamado de “ladrão” em um evento do Governo de Goiás pelo prefeito de Anápolis Márcio Corrêa (PL). Já a ex-primeira-dama Vivian Naves apresenta dificuldades em fidelizar o eleitorado anapolino após o desgaste da gestão de seu marido, o ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos).
A brecha que se abre é o fato de que Leandro disputa votos nas mesmas áreas e no mesmo nicho eleitoral destes dois nomes na cidade. Se mais mudanças vierem após Daniel Vilela (MDB) assumir o Governo de Goiás, isto pode gerar ainda mais expectativa de poder a Ribeiro.






