A denúncia de uma suspeita de “Rachadinha”, crime tipificado pelo Código Penal como Concussão, virou objeto de investigação pela Polícia Civil de Goiás. Os alvos eram ex-servidores da Câmara Municipal de Anápolis, que passaram pela Casa de Leis em 2022.
Pouco mais de ano depois de iniciada a investigação, em 2025, o titular do caso, delegado Luiz Carlos da Cruz Souza Filho, do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Anápolis, concluiu o trabalho solicitando o arquivamento de todo o processo. A decisão de Cruz foi seguida pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.
CASO
O caso envolvia o ex-servidores Samuel Vieira Soares e outros nomes que atuam no Poder Legislativo na época da suspeita. A polícia identificou uma série de depósitos nas contas dos envolvidos de valores significativos com periodicidade que chamou a atenção.
Após uma série de levantamentos e da oitiva dos envolvidos, a Polícia Civil identificou-se tratar de uma relação financeira entre amigos, que configurava no empréstimo a juros entre os integrantes do mesmo grupo. A ação justificava as recorrentes transferências bancárias entre os servidores. Os valores superaram a casa de R$ 1,1, milhão em créditos entre 2023 e 2024, incluindo repasses recorrentes de servidores municipais.
DECISÃO
Na decisão final do arquivamento, a juíza Renata Nacagami afirma que “a análise dos autos revela que a investigação não logrou êxito em reunir indícios mínimos de materialidade e autoria em relação ao crime de concussão”.
Seguindo o relatório policial, a magistrada apontou que o investigado não ostentava a condição de funcionário público no período em que ocorreram as transferências bancárias suspeitas. “Ademais, as justificativas apresentadas para as movimentações financeiras mostraram-se compatíveis com operações particulares de empréstimos e investimentos”, concluiu.






