“Não era assim. Nos últimos 10 anos é que mudou”. Esta é a conclusão que o arquiteto Luiz Antônio Rosa, atual presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás, faz sobre a predileção de empresas de fora do Estado em pedir preferência pela instalação em Aparecida de Goiânia em detrimento a Anápolis. O município que já foi chamado de “Manchester goiana” não tem resistência ou rejeição dos investidores, mas é nítida a disposição do mercado externo a Goiás em procurar a tal de “Aparecida”, de acordo com o relato.
Na avaliação do anapolino, que assumiu a Codego com a chegada de Daniel Vilela (MDB) numa sinalização clara de resgate ao setor produtivo de Anápolis, a sua missão com o desenvolvimento da cidade é reverter este cenário já estabelecido. Segundo avalia, o clima foi criado na última década e a mensagem enviada é que Aparecida é um investimento melhor que Anápolis.
BAIRRISMO
“Poderíamos ter matado esta propaganda na sua criação, no começo desta campanha, através de uma iniciativa municipal. O trabalho que o prefeito Márcio Corrêa tem feito tem também este objetivo”, avalia. Segundo ele, “se tivéssemos um prefeito bairrista, como é da nossa história ter e como o Márcio se inspira, não teríamos este viés de baixa no cenário”, completa.
A saída, portanto, é um trabalho político de convencimento. Sem prejudicar os investimentos em outros municípios e em outras regiões do Estado, o que Rosa revela estar fazendo junto com o prefeito é um trabalho “apresentação”. “Anápolis se vende sozinha. Não precisamos inventar vantagens, basta trazer o empresário aqui que ele respira o desenvolvimento”, garante.
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A grande provação para demonstrar a “mudança de chave” está perto. Além de duas grandes empresas de logística comercial que estão negociando sua vinda à cidade – Mercado Livre e Shopee – em agosto haverá a abertura dos editais dos lotes do Daiaplam.
A agenda pode ser o momento de promover uma “invasão industrial”, como diz Luiz Rosa, na expansão do Daia, inclinando o PIB de Goiás de volta para Anápolis. “Pensamos em todo o estado. Mas é preciso respeitar a história e o potencial que só Anápolis tem no Brasil”, finaliza o bairrista Luiz Rosa.






