As cores da Copa do Mundo se espalharam por Anápolis. Se nos Estados Unidos a queixa dos amantes do futebol é a ausência de uma cultura futebolística forte, disso não se pode reclamar por aqui. A chegada do evento esportivo levou a uma transformação das ruas, do comércio e do próprio espírito do anapolino. Nas últimas semanas os varais de camisas da Seleção Brasileira estão espalhados por toda a cidade e as bandeiras se multiplicaram – até mesmo no asfalto.
Há vários pontos em que moradores se uniram para pintar a rua e expressar seu. No Residencial Cerejeiras, por exemplo, a bandeira nacional ganhou companhia da taça da Copa do Mundo, de um cachorro caramelo – símbolo da brasilidade -, do mascote canarinho e até de um alce, animal típico do Canadá, uma das sedes do Mundial de 2026.
Já no São Lourenço, Ana Santos, mãe de uma criança de sete anos, também resolveu colorir uma das ruas do bairro com as cores verde e amarelo, para inspirar o filho, Henrique, fanático por futebol e que sonha em ver seu país novamente vitorioso.
“A princípio eu não dei muita moral (para o pedido de pintar a rua), achei que seria difícil, mas depois ele levou essa ideia para um amiguinho dele e eles começaram a ficar no meu pé. Então decidimos fazer a pintura da bandeira”, disse.

Rua pintada no Bairro São Lourenço: primeira Copa para a memória das crianças
COMÉRCIO DE RUA
Quem não quer pagar mais de R$ 600 em um dos uniformes de jogo do Brasil, aposta em camisetas mais acessíveis. E há dezenas de varais espalhados. Na Avenida Engenheiro Geraldo de Pina, no Anápolis City, por exemplo, há três. Há camisetas amarelas, azuis, pretas e brancas.
“O pessoal tem procurado bastante. Na última semana mais gente parou aqui para comprar. A que mais sai é a amarela, mas o pessoal tem procurado bastante a azul também”, diz a vendedora Maria de Almeida – uma das que se instalaram na avenida.
IMPROVISO
Jaqueline de Lima é dona de um salão de beleza na Avenida PB1, no Parque Brasília. Mas o clima de Copa do Mundo e a expectativa de obter uma renda extra com a torcida canarinho lhe levou a criar um complemento de renda: a venda de artigos esportivos, principalmente camisas. “As camisetas com mais procura são as infantis. As crianças estão bem mais motivadas com a seleção que os pais”, revela a vendedora. “Principalmente a de número 10”, completa.
Mesmo assim, Jaqueline espera que o início do torneio melhore a animação. No dia mais movimentado vendeu 20 camisas. “Eu fico no salão e aqui fora. E aproveito para vender as camisas para clientes”, explica a vendedora que montou o varal bem na porta de seu comércio.

Bares também se preparam para os jogos
Muitos bares e restaurantes também já entraram na onda do ‘Vai, Brasil!’. No Jundiaí, um dos polos da boemia anapolina, os proprietários apostam nas tradicionais bandeirinhas no teto. E há aqueles que também vestem todos os funcionários com a camisa da Seleção. Tudo para entrar no clima e, claro, atrair clientes para acompanhar os jogos nos estabelecimentos.
“Esperamos que o movimento aumente durante a Copa, principalmente durante os jogos do Brasil. A gente se preparou para isso”, resume Vinícius Andrade, funcionário de um bar no Jundiaí.
“A gente espera que o Brasil vá bem. Se a Seleção for avançando, tenho certeza que vai ser muito bom para todo o comércio”, aponta Júlio Tavares, que trabalha num restaurante próximo ao Parque Ipiranga.
FESTA
Quem gosta do agito, terá várias opções na cidade. Além dos bares e restaurantes, que prometem ficar cheios para a exibição das partidas – sobretudo do Brasil – haverá um telão instalado na Praça Dom Emanuel, no programa Copa Solidária. Assistir ao jogo por lá é de graça. Além da tela gigante, haverá praça de alimentação, área kids e arrecadação de alimentos para doação.



AGENDA DO BRASIL NA COPA
1ª rodada – Brasil x Marrocos – sábado (13), às 19h – Metlife Stadium, em East Rutherford
2ª rodada – Brasil x Haiti – sexta-feira (19), às 21h30 – Lincoln Financial Field, na Filadélfia
3ª rodada – Escócia x Brasil – quarta-feira (24), às 19h – Hard Rock Stadium, em Miami






