Uma situação de mau cheiro generalizado compromete a todos, independentemente da classe social. A democracia do mal estar gerada pelo forte odor de esgoto na região do Campos do Jordão levou o prefeito Márcio Corrêa (PL) a visitar a área e verificar a situação junto a moradores do local.
O impacto do vídeo foi imediato e nesta segunda-feira (1º) pela manhã, a Saneago informou ao Anápolis Diário o envio de técnicos para identificar alguma falha no sistema de esgotamento, ou mesmo a ocorrência de destinações clandestinas de esgoto no Córrego das Antas, que margeia a região.
O problema é de Saúde Pública, mas também pode ser econômico. Isto porque tanto o Campos do Jordão quanto outro condomínio estão em fase de vendas de lotes para novos moradores. Ao lado do setor visitado por Corrêa está um investimento do Grupo Saint Paul denominado “Residencial Versalhes”.
EMBARGO EM 2025
“More em um padrão incomparável e tenha seu investimento valorizado”, diz o texto de apresentação do empreendimento imobiliário, que promete estrutura de alto padrão para atrair o segmento crescente em Anápolis. Só que ao contrário da propaganda, o local pode ser também alvo do mau cheiro recorrente e intenso que levou moradores a dar o grito de ajuda a prefeito.
O próprio grupo econômico responsável pelo empreendimento pode estar “jogando contra o patrimônio”. Isto porque em setembro do ano passado, a incorporadora imobiliária foi multada em R$ 1 milhão por crimes ambientais verificados em dois projetos: o próprio Versalhes e o “Petit Trianon”.
Os dois loteamentos foram embargados pela Prefeitura de Anápolis à época após a confirmação de despejo de esgoto diretamente no Córrego das Antas. Os empreendimentos não tinham licenciamento ambiental válido nas obras, ente outras irregularidades confirmadas pela fiscalização.
“Asseguramos que as obras seguem em ritmo adiantado e serão entregues dentro dos prazos estabelecidos contratualmente e nas respectivas ordens de serviço de cada empreendimento”, manifestou o Grupo Saint Paul em nota, em setembro. O AD tentou contato com a empresa na manhã desta segunda-feira (1º) para saber informações sobre o mau cheiro na região, e possíveis impactos comerciais, mas não obteve retorno.







