Um debate iniciado por Elias do Nana (PSD) sobre a morte de um adolescente na região da Igrejinha por encostar em um poste energizado gerou uma das mais intensas – e uteis – discussões no Legislativo anapolino. O resultado é um alento de que, para cada desperdício de energia e dinheiro público com inutilidades, há quem se lance a debater o presente e o futuro do município.
Após a citação de Elias, Jean Carlos (PL) defendeu a abertura de um debate sobre a possibilidade de aterramento da fiação aérea a fim de gerar mais segurança. Representante informal dos investidores imobiliários, Frederico Godoy (Agir) reagiu: o custo, segundo ele de seis a dez vezes a mais que o modelo convencional atual, inviabilizaria os investimentos.
Jean até tentou, mas não conseguiu colocar as questões na decida perspectiva e alertou: “caro mesmo é um pai perder um filho desta maneira”, disse, relembrando o menino João Victor, morto aos 10 anos após tocar num fio energizado numa praça de centro.
O que se viu depois disto foi um debate intenso, mas justo, com diversos posicionamentos válidos. O momento mais curioso – no aspecto partidário – e mais valioso pelo mesmo motivo foi quando Rimet Jules, do PT, apoiou integralmente a proposta do colega do PL. “É impossível barrar os avanços tecnológicos”, avisou, sugerindo que o debate poderia servir para uma adequação a novos empreendimentos a médio e longo prazos.
O decano Jakson Charles (PSB) encontrou o caminho do meio. “Há outras dificuldades além da financeira, como a técnica, principalmente nas regiões já consolidadas. Mas a preocupação de Jean por si só já merece a nossa atenção e debate”, ponderou.
O assunto promete voltar à tona, mas o debate mostra que para cada projeto feito por IA e aprovado na base do “vai de qualquer jeito” sobre a criação do “Dia da Brincadeira”, ainda existe espaço para o bom debate no município.






