É fácil imaginar o resultado de uma pesquisa popular que ande pelos centros comerciais de Anápolis e questione a população com uma pergunta objetiva: você sabe o que é a Codego? A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) é uma autarquia criada para dar mais agilidade, com menos amarrar burocráticas, no trato com investidores, na atração por novas empresas e na gestão dos distritos industriais sob a tutela do Estado.
Tratada como uma autarquia de apoio, ou seja, que não é uma atividade-fim, que trata de ações essenciais e de impacto imediato à população, a Codego vem se tornando um ambiente político “popular”, dado o cenário político e econômico do município.
Prova disto é a posse, nesta segunda-feira (13), do novo presidente da Codego. Também à frente do Sindicato dos Construtores de Goiás (Sinduscon) e um aliado político do prefeito Márcio Corrêa (PL) em Anápolis, Luiz Rosa terá uma posse em clima de “celebração pública”.
Para isto foi montada uma estrutura fechando o trânsito da rua da Acia, no centro de Anápolis a fim de abrigar todos os participantes que pretendem prestigiar o momento. A Codego continua sendo um braço técnico e político da gestão estadual. Mas ganha apelo popular pelo momento delicado de adversidade que a representatividade de Anápolis passa no cenário estadual.
A perda de protagonismo e fôlego fez com que o debate econômico ganhasse espaço na agenda política. Seja na Câmara, nas entrevistas do prefeito ou nos questionamentos aos pré-candidatos do Governo, o recuo econômico da cidade é tema recorrente.
Outro ponto eficaz para a criação de um espetáculo nesta posse é o momento político-eleitoral. Daniel Vilela, recém-empossado como governador, busca ganhar espaço e ampliar seu prestígio no terceiro maior colégio eleitoral do estado onde, historicamente, seu partido, o MDB, há décadas não tem sucesso frente a outros projetos.
Com o anúncio do apoio de Corrêa à sua reeleição, criou-se o palco ideal para a naturalização da presença de Vilela na cidade e na companhia do prefeito, cuja imagem já é de um político acostumado a andar pelos bairros, pelas regiões mais carentes e por manter contato direto com a população.
Assim, a missão de Luiz Rosa é, além de estratégica e econômica, também política: representar os anseios eleitorais de Daniel Vilela e Márcio Corrêa em outubro próximo tornando o caminho um pouco menos árduo.






