O chamado “Fórum Empresarial” quis mostrar ao governador Daniel Vilela (MDB) que tem musculatura política. E conseguiu. Ao longo de toda a tarde desta segunda-feira, a posse de Luiz Rosa na Codego mobilizou mais de uma centena de empresários de diversos segmentos, mas com destaque ao Daia, ao ramo da construção civil e à Acia.
Realizado, de forma ostensiva e simbólica, em frente à sede do “Palácio do Comércio e Indústria”, o evento foi considerado inóspito pelo calor, o sol que castigou a todos e à falta de refrigeração. “Por que não escolheram o teatro”, era o questionamento mais recorrente.
A resposta estava literalmente na cara. O Fórum empresarial quis realizar o evento no já tradicional local de grandes decisões políticas ligadas ao setor: a sede da Associação Comercial e Industrial de Anápolis.
O evento impressionou Daniel Vilela, que verbalizou a boa impressão pela reunião de empresários da cidade em plena segunda-feira. Com isto ficou claro o prestígio que Luiz Antônio Rosa, o personagem principal da agenda, tem junto às demais entidades, e a força do Sindicato dos Construtores de Anápolis (Sinduscon) adquiriu ao longo dos anos. Onde antes estava a Acia, hoje é um braço do empresariado. Mas, ali, em frente à sede da associação, eram todos “do setor produtivo”.
PRESTÍGIO
É fato que grande parte deste capital político da Sinduscon foi adquirido mediante empréstimo do prefeito Márcio Corrêa (PL). Em alta na cidade, foi saudado por quase todos que tiveram palavra com o título de “terceiro melhor prefeito do Brasil”, em referência a uma aferição nacional recente que colocou o anapolino no ranking.
Tamanha popularidade se tornou inspiração. Luiz Antônio Rosa fez menção ao nome de Márcio Corrêa por seis vezes, citando-o como um modelo, ou espelho, de atuação frenética e em busca de resultados.
Ainda houve espaço para a emoção pessoal de Rosa. Em seu discurso, parafraseou Confúcio, atribuindo a frase a um ensinamento de seu pai, morto há dois anos.
Por fim, da parte mais objetiva do desafio do anapolino na Codego e do que mais movimentou a cidade em torno do evento, uma sinalização clara: o Daia vem em primeiro lugar e sempre servirá de modelo “para o que iremos aplicar nas outras cidades”.
No melhor estilo “America First” (América em primeiro lugar, em tradução livre)
Luiz Rosa encarnou um “Daia First”, dando a resposta que todos esperavam e que o levou a ser o escolhido no acordo Vilela-Corrêa para o posto. Se depender do sentimento compartilhado entre os colegas empresários que deixaram suas agendas para aplaudir Rosa sob o sol, o momento não poderia ser mais favorável ao seu trabalho.






