A notícia de que não haveria reajuste salarial aos servidores do legislativo pelo segundo ano consecutivo criou um sentimento de animosidade imediato no funcionalismo da Câmara Municipal de Anápolis. A reação de boa parte dos servidores foi relembrar dos benefícios concedidos por Domingos Paula (PDT) em sua passagem pela presidência.
Cientes de que a postura de oposição do ex-presidente ao governo municipal é decisiva para impedir qualquer desejo de que Domingos seja reconduzido à chefia do Legislativo municipal, alguns servidores encontraram uma solução: esperar que Jakson Charles cresça na disputa pela sucessão de Andreia Rezende (Avante).
Hoje considerado uma espécie de patinho feio na disputa, focada pela preferencia do nome de José Fernandes (MDB), Jakson Charles ganhou simpatia popular do funcionalismo justamente por ter ocupado a mesma função de Fernandes nos anos de 2023 e 2024: vice-presidente.
A decisão comunicada por Andreia Rezende respinga na imagem de José Fernandes e na simpatia do funcionalismo por ele. Afinal, ele é o vice-presidente, tem espaço de destaque na mesa e não fez qualquer menção de defesa dos servidores.
Jakson Charles, por sua vez, “herdou” os louros da memória afetiva recente do funcionalismo pela dobradinha que fez na Mesa Diretora com Domingos Paula. Ainda que hoje, ambos estejam em lados opostos e invariavelmente se engalfinhando em debates públicos, verificou-se o sentimento na tarde da última quarta-feira (25) que é Jakson Charles quem pode recuperar o prestigio dos servidores nas tomadas de decisões.
A votação, no entanto, é feita pelos vereadores e com forte influência do Poder Executivo. Jakson é próximo de Márcio Corrêa (PL) que ainda não se manifestou publicamente sobre a sua preferência.






