O vereador Suender Silva recebeu uma enxurrada de respostas críticas após afirmar que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) precisava de “coragem” para aprovar o projeto que ele estava apresentando.
A mais nova derrapada no trato político do parlamentar aconteceu nesta terça-feira (11), quando Suender defendeu seu projeto que cria uma multa a usuários de substâncias proibidas como drogas ou mesmo o vape em áreas públicas.
O projeto, cujo texto abre enorme espaço para questionamentos jurídicos quanto a sua constitucionalidade na Câmara, prevê uma série de sanções a quem for flagrado, por exemplo, fumando maconha. No projeto de Silva, quem deverá fazer a fiscalização são os agentes da CMTT ou mesmo policiais, em caso de assinatura de um convênio, hoje inexistente.
Para driblar os rastros da inconstitucionalidade, Suender provocou os integrantes da CCJ e disse que comissão precisava ter “coragem” de debater o assunto, insinuando que o grupo liderado pela presidente Seliane da SOS (MDB) estaria se acovardando diante do tema envolvendo segurança pública.
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LEGALIDADE
O primeiro a reagir foi Wederson Lopes, que é integrantes da CCJ. “A CCJ não precisa de coragem, precisa ver a legalidade num projeto”, disparou em resposta a Suender. Em seguida, Fred Godoy (Agir), Domingos Paula (PDT) e a própria Seliane da SOS usaram a palavra para questionar o posicionamento de afronta adotado por Suender Silva.
Domingos, que é integrante da Comissão de Saúde presidida por Suender, comparou as atitudes de “coragem” pedidos pela CCJ em comparação com as ações tímidas adotadas pela comissão de Saúde.
“Eu sempre convoco meu presidente da Comissão de Saúde para fiscalizarmos juntos os hospitais. Ele nunca vai. E não é porque ele não quer andar comigo ou não. Eu não convidei o Suender, eu convidei o presidente de uma comissão”, explicou para, ao final, perguntar: “então, de quem é a covardia aqui”






