A Operação Máscara Digital completou um mês com total silêncio do prefeito Márcio Corrêa (PL). Ação, fruto de uma investigação liderada pelo Grupo Especial de Investigação Criminal, expôs um possível esquema de ataques virtuais coordenados por integrantes da comunicação pública de Anápolis através de perfis difamatórios na internet.
Realizada no dia 16 de maio, uma sexta-feira, a operação da Polícia Civil resultou na prisão do então secretário de Comunicação da cidade, Luís Gustavo Rocha, do diretor de Comunicação da Câmara Municipal e sócio do Portal 6, Denílson Boaventura, e ainda da ex-candidata a vereadora Ellysama Aires.
Somente na segunda-feira, dia 19, houve a comunicação da exoneração dos servidores da Câmara Municipal e da Prefeitura de Anápolis. Mas não houve por parte do prefeito de Anápolis qualquer explicação sobre o fato.

ENVOLVIMENTO
A situação se tornou ainda mais delicada ao gestor uma semana depois, quando o Anápolis Diário revelou com exclusividade que o prefeito teria também envolvimento nas postagens. A afirmação é da Polícia Civil, no documento que envia o inquérito ao Tribunal de Justiça de Goiás pedindo autorização para formalmente investigar o prefeito por envolvimento.
A principal evidência da Polícia Civil está no celular de Luís Gustavo. Lá, foi possível conhecer a existência de um grupo de whatsapp chamado “Café com Pimenta” em que os dois jornalistas e o prefeito combinam postagens. Em certo momento, Márcio Corrêa sugere uma postagem contra Marcela Pimenta, ex-aliada de Corrêa e hoje suplente de vereadora. “Bora com essa no Anápolis na Roda 3?”, propõe.

Após esta revelação, Márcio Corrêa se ausentou repentinamente de Anápolis, sem avisar o destino e chegou até mesmo a aparecer em agendas fora do Brasil em um evento com a participação de Daniel Vilela (MDB), vice-governador de Goiás. Corrêa voltou a Anápolis antes do término da viagem oficial do emedebista.
Passados 30 dias com total silêncio do prefeito Márcio Corrêa, o assunto é reverberado na Câmara Municipal. Nomes como Domingos Paula (PDT), Luzimar Silva (PP) e Fred Caixeta (PRTB) tem, recorrentemente, provocado Márcio Corrêa para que se posicione publicamente sobre o escândalo social e político.
STATUS ATUAL
Desde então, Corrêa diminuiu drasticamente sua agenda externa de visitas e eventos. Quando participou de uma reunião com motoristas da Educação que haviam feito uma paralisação, Corrêa despistou da coletiva de imprensa e não conversou com repórteres. Ele não deu nenhuma entrevista desde então. Houve ainda uma queda vertiginosa no volume de vídeos de divulgação no perfil do prefeito, antes um ávido usuário das redes.
O pedido de investigação por parte do GEIC foi remetido ao TJ-GO e está com a titula da 2ª Vara Criminal de Goiás, Desembargadora Rozana Fernandes Camapum. A magistrada pediu um parecer do Procurador-Geral de Justiça, Cyro Terra e aguarda o despacho do chefe do MP para só então se manifestar se encontrou elementos ou não suficientes para que Márcio Corrêa seja oficialmente investigado.
Tanto a Secretaria de Comunicação de Anápolis quanto a Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal seguem sem um novo comando, após a saída dos dois envolvidos no caso.






