Às vésperas do início da campanha eleitoral – que começa oficialmente no próximo domingo (16) – mais de 50 anapolinos, naturais ou residentes no município, registraram candidaturas a deputado federal ou estadual. Como exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos eles tiveram de declarar os respectivos patrimônios – e os números, evidentemente, são bem variados.
Há diversos candidatos que afirmam não ter nenhum bem a ser declarado em seu nome. Na outra ponta, há patrimônios de dezenas de milhões. É o caso de Edward Júnior (Novo), empresário, ex-vereador e candidato a deputado estadual, que declarou R$ 70 milhões em bens – numa variação de mais de 1000% em relação aos R$ 5 milhões que disse ter em 2024 – quando concorreu a vereador.
Júnior é o mais rico dos candidatos locais. Ele é seguido – de bem longe – pelo médico Samuel Gemus (Republicanos), que concorre à Câmara Federal e declarou R$ 20 milhões em patrimônio. Em 2024, quando foi vice de Eerizania Freitas, ele disse ter R$ 10 milhões.
A empresária Graciele Marta Nascimento (Agir), ex-prefeita de Campo Limpo de Goiás, tem R$ 17,5 milhões em bens e também viu crescer substancialmente o patrimônio. Em dois anos, de 2024 para cá, ela ficou 248% mais rica.

REELEIÇÃO
Dos candidatos com mandato, Coronel Adailton (SD) é o mais abastado. Ele tem R$ 4,7 milhões em patrimônio – valor que aumentou 107% em relação aos R$ 2,2 milhões declarados em 2022. A variação de 2022 para 2026 foi quatro vezes maior que a de 2018, quando foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Há oito anos, ele declarou R$ 1.831.055,41, ou seja, saltou 25,5%.
Os declaração patrimonial indica que Adailton é um investidor do ramo imobiliário. Além da casa em que vive, avaliada em R$ 1,8 milhão em um condomínio da cidade, ele tem outros 11 imóveis – dois deles apenas com participações percentuais.
Vivian Naves (Republicanos) também teve alta patrimonial superior a 100%. Com um gosto especial pelas artes – que somaram R$ 120 mil na declaração – e com o aporte de outras propriedades, o patrimônio da deputada saltasse de R$ 665.772,96, em 2022, para R$ 1.611.813,89 neste ano. Uma variação positiva de 142,1%.
O patrimônio de Antônio Gomide (PT) subiu 20,7% de 2024 – quando concorreu para prefeito – até aqui. Ele tem R$ 2,1 milhões em bens. Quem teve o quadriênio menos próspero foi Amilton Filho (MDB), que declarou alta de 9% nos bens e tem R$ 684 mil.
Rubens Otoni (PT), que tenta o oitavo mandato consecutivo em Brasília, chegou a R$ 4 milhões de patrimônio após revisão no valor de uma fazenda – alta de 528% desde 2022.

VEREADORES
No caso dos edis, chama atenção a variação patrimonial de Suender Silva (PL). O total de bens cresceu 249% em quatro anos. Se em 2022, quando concorreu a deputado estadual pelo PRTB ele disse ter R$ 917 mil em bens, agora, candidato a deputado federal, ele soma nada menos que R$ 3.205.843,64.
O maior montante está em imóveis. São mais de R$ 2 milhões divididos em dois kitnets – uma em Anápolis e outra em Goiânia – uma residência em Anápolis, e 42,8 hectares de terra em Ipameri, no Sul do estado. Também entram na conta duas salas comerciais.
Suender tem ainda aplicações em fundos de investimentos que lhe renderam R$ 1.058.913,28, no saldo de julho, e dois Fiat Uno, declarados também em 2022.
O vereador Jean Carlos (PL) mais que dobrou o tamanho do patrimônio desde 2022, quando concorreu pela última vez a deputado estadual. A declaração enviada à Justiça Eleitoral naquele ano, quando candidatou-se pelo União Brasil, indicava R$ 851.453,98 em bens. Agora, candidato pelo PL, tem R$ 1.955.091,44. A variação foi de 129%.
João da Luz (Cidadania) teve anos ruins, conforme sua declaração patrimonial. Seus bens foram reduzidos em 37,6%. Agora, ele tem R$ 1,3 milhão em bens.
Alex Martins (PP), candidato a deputado federal, viu o patrimônio crescer 18,6% desde a eleição para vereador e tem R$ 452 mil. Wederson Lopes (UB), também de olho na Câmara Federal, ficou 24,6% mais pobre e tem R$ 309 mil em bens.
O prazo para registro definitivo das candidaturas é sábado (15), às 19h. Até lá, pode haver desistências e acréscimos de candidaturas. Até o fechamento desta reportagem, a Unidade Popular ainda não havia registrado a candidatura do professor Professor Pedro Augusto.







