O senador Wilder Morais (PL) não apareceu na votação que apreciava a indicação de Jorge Messias, titular da Advocacia Geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Indicado por Lula, o nome do candidato deveria ser rechaçado pela oposição. E foi. Mas sem o voto do presidente do PL goiano que não apareceu para votar.
O tema voltou a ser abordado no debate da Rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (24) quando Daniel Vilela (MDB) perguntou por que o senador não participou de uma votação importante na agenda ideológica da esquerda. Wilder disse que participou de todo o debate na CCJ, mas que teria perdido a votação por ter sido “rápida”. “Foram só sete minutos”.
“Não é verdade”, rebateu o governador. “Tanto que o presidente do senado anunciou que você não iria votar”, emendou, relatando um fato amplamente difundido à época na qual Davi Alcolumbre (União) afirma que não é preciso esperar por Wilder Morais porque ele teria avisado que não iria votar.
A “assombração” da votação vai além das questões bolsonaristas para Wilder. Mais importante do que saber porque ele não estar no plenário é saber onde ele estava naquele momento. Segundo fontes do próprio PL, o senador estaria em sua luxuosa embarcação batizada de champagne com um grande empresário ligado a Fernando Haddad.
A missão de José Fernando Pinto, dono da Universidade Brasil, ainda segundo as fontes, seria a de convencer Wilder a votar por Messias. Ou, na pior das hipóteses, fazer com que o senador não comparecesse à votação.





