A vereadora por Goiânia, Aava Santiago (PSB), afirmou que o ex-governador Marconi Perillo, pré-candidato do PSDB ao governo de Goiás, está cercado por “homens de pouca relevância eleitoral e ressentidos”. Ela deu a declaração em entrevista à Rádio CBN Goiânia, um dia depois do julgamento que decidiu pela cassação de seu mandato por infidelidade partidária.
A parlamentar lembrou processos semelhantes movidos pelos tucanos contra outras duas mulheres e afirmou que o PSDB tem um padrão de ação para expulsar mulheres e proteger homens.
Ela se recordou que, em 2009, o partido pediu o mandato da então deputada estadual Flávia Morais, que havia migrado para o PDT, fora da janela, por infidelidade partidária. Em 2020, Cristina Lopes – com anos de militância na legenda – teve de deixar o ninho tucano após ter sua candidatura a prefeita de Goiânia barrada em prol do lançamento de Talles Barreto.
Em contrapartida, em 2020, o partido não pediu os mandatos dos deputados estaduais Tião Caroço e Diego Sorgatto, que deixaram o PSDB e migraram para o DEM, do adversário Ronaldo Caiado. Justamente para evitar o litígio, a sigla expulsou os dois, no que foi avaliado desde à época como um acordo para a não configuração de infidelidade partidária.
“O grupo de Marconi, infelizmente (…) se resumiu a um grupo de homens com pouca relevância eleitoral, com uma murcha musculatura política e que, se não conseguem pelas urnas, porque não conseguiram pelas urnas inviabilizar a Leda (Borges, deputada federal que trocou o PSDB pelo Republicanos), nem a Doutora Cristina e muito menos a Flávia Morais e tampouco a mim tentam pelos tribunais. O que resta ao Marconi são homens, homens ressentidos, homens da velha política, homens amplamente conhecidos pelos goianienses e pelos goianos, porque as mulheres na prática, precocemente, o partido expulsou de perto de si”, disse.
Na segunda-feira (27), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) votou pela cassação do mandato de Aava Santiago por infidelidade partidária. Ela, no início do ano, trocou o PSDB, partido pelo qual se elegeu em 2024, pelo PSB sem carta de anuência e fora do período da janela partidária.
Foram seis votos pela cassação e um contrário. O voto divergente será a base do recurso de Aava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto há recurso, ela segue no exercício do mandato.






