O vereador Suender Silva (PL) depreendeu campanha agressiva em Anápolis. A contundência não era somente na busca de votos visando sucesso eleitoral ao Congresso Nacional. Afinal, para isto ele precisaria superar a casa dos 43 mil votos que devolveram Fábio Sousa, na raspa do tacho, à Câmara Federal. Suender ficou longe, com 25 mil votos no Estado
Toda a energia de sua candidatura era focada em ter mais votos que o petista Rubens Otoni em Anápolis. Para isto, lançou mão de estratégias questionáveis – para se dizer o mínimo. O então candidato espalhou mensagens que corriam a cidade em carros de som afirmando que “Anápolis não tinha deputado federal”, ou ainda, “Anápolis tem um deputado federal, mas cadê as emendas para a cidade?”. Entre emendas impositivas e articulações políticas, Rubens Otoni destinou perto de R$ 40 milhões à cidade neste mandato.
A estratégia objetivava levar o eleitor a pensar que Suender seria a saída para o município ter, enfim, um representante em Brasília. Se conseguisse êxito, Silva tinha um terceiro plano: assumir o protagonismo do PL e do bolsonarismo em Anápolis.
Assim, para o caso de perda de espaço de Márcio Corrêa no partido que promovesse sua saída, ele poderia assumir o espólio bolsonarista no município.
Ao final, Rubens Otoni foi reeleito e teve 24.899 votos na cidade. Corrêa foi decisivo na eleição de Gustavo Gayer, contribuiu (e muito) na derrota fragorosa de Wilder Morais, e se fortaleceu dentro do PL.
Embora com expressivos 19.753 em Anápolis, Suender não conseguiu o que esperava. E perdeu três vezes: no objetivo principal e nos dois secundários. Vida que segue.






