Para deputado estadual, 10,7 mil eleitores anapolinos optaram por escolher o partido ao invés de algum nome na disputa; no caso de federal foram 6,7 mil votos na modalidade
PL, PT e MDB foram os partidos que mais receberam votos de legenda em Anápolis nas disputas para deputado federal e estadual, no pleito do dia 4 de outubro. A modalidade permite que o eleitor vote no partido (dois dígitos) ao invés de um dos nomes da eleição proporcional. O voto vai para a chapa e ajuda na soma para que se atinja o quociente eleitoral, necessário para a conquista de cadeiras no Legislativo.
O PL foi líder dos votos de legenda na disputa para deputado estadual, seguido do PT e do MDB. Para deputado federal, o PT ganhou mais votos de legenda, seguido de PL e MDB. O quarto colocado nas duas disputas foi o União Brasil, com uma soma expressiva para estadual (1.289 votos) e um número bem abaixo dos líderes no pleito para federal (362 votos).
O voto de legenda confirma a cristalização na mente do eleitor dos dois maiores partidos do país, que atualmente polarizam a disputa presidencial com Lula e Flávio Bolsonaro. O 22 do PL foi digitado nas urnas na disputa para deputado estadual por 2.933 eleitores do município, mais votos que dezenas de candidatos. O 13 foi a opção de 1.879 eleitores que abriram mão de escolher um nome para federal e optaram pelo partido.
A escolha pela legenda do MDB, terceiro colocado nas duas eleições proporcionais, pode ser explicada em parte pela disputa majoritária ao Governo de Goiás. O então candidato Daniel Vilela, reeleito governador no 1º turno, contribuiu para que o 15 fosse difundido entre o eleitorado.
Chama a atenção a quantidade de votos dados pelos anapolinos para o União Brasil na disputa para deputado estadual: 1.289 de um universo de 3.444 votos. Mais da metade dos votos no município para a chapa, 60%, vieram da decisão do eleitor digitar 44 ao invés de escolher os nomes em disputa.
Alguns defendem que o voto na legenda é a manifestação do apoio do eleitor a um partido político. Para outros, parte deles é resultado do descuido na hora de digitar o número do candidato a deputado. Ao esquecer os quatro dígitos do federal ou os cinco do estadual, ele coloca na urna apenas os dois primeiros números, mais fáceis de memorizar.







