O número de empresas em Anápolis cresceu 4,7% em 2024, na comparação com 2023. O índice ficou abaixo do registrado por cidades que competem com o município por protagonismo econômico. Aparecida de Goiânia, por exemplo, teve alta de 8,9%, enquanto Rio Verde registrou elevação de 9,7% no total de empresas. Ambas ultrapassaram a economia anapolina no resultado do PIB.
Os dados são das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgada em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ritmo de crescimento de Anápolis também foi menor que o de Senador Canedo (11%), Goiânia (6,6%), Luziânia (6,5%), Valparaíso de Goiás (5,4%) e Itumbiara (4,9%).
Dos dez maiores mercados de Goiás, Anápolis conseguiu superar o percentual de expansão empresarial apenas de Caldas Novas, que teve alta de 3,5% no período, e de Catalão, com 4,4%.
Apesar do ritmo mais lento de criação de empresas, a cidade ainda é a segunda de Goiás com mais CNPJs. São 24.025. Ou seja, entre 2023 e 2024 houve a abertura de 1.086 novas empresas em território anapolino. Sozinho, o município tem 5,7% da atividade empresarial de Goiás. Goiânia lidera com 143.510 empresas e concentra 34,2% de todos os 419 mil CNPJs goianos.

Se o ritmo mais tímido de expansão se mantiver, Anápolis pode ser ultrapassada por Aparecida de Goiânia já no próximo levantamento. A diferença está em menos de 400 empresas e, no atual ritmo de crescimento, o município da Grande Goiânia terá mais CNPJs.
Rio Verde, com pouco mais da metade da população de Anápolis, também tem encurtado distância, embora ainda tenha pouco mais de 8 mil empresas a menos.
AVALIAÇÃO
A Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) considerou positivo o dado do crescimento de 4,7%. Na avaliação da entidade, ele “confirma a força econômica do município”. O presidente da Acia, Luiz Cláudio Ledra, todavia, entende que “Anápolis tem potencial para crescer em ritmo muito maior, considerando sua localização estratégica, vocação logística, força industrial e relevância no comércio e nos serviços”.
A Acia também apontou que está em construção na cidade um ambiente empresarial mais favorável, “que não se constrói de um dia para o outro”. “O desenvolvimento econômico depende de continuidade, planejamento, segurança jurídica, desburocratização, políticas de incentivo, infraestrutura e diálogo permanente com quem produz. Nos últimos anos, parte dessas agendas não avançou na velocidade necessária, e isso naturalmente impactou a capacidade de Anápolis atrair novos negócios e estimular a expansão das empresas já instaladas”, avaliou.
Ledra avalia que há uma miríade de alvíssaras que vão impactar o desenvolvimento econômico local. O presidente da Acia cita uma união de esforços de empresários ao prefeito Márcio Corrêa (PL), a Câmara Municipal e a presidência do anapolino Luiz Antônio Rosa na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). “Temos buscado organizar as demandas do setor produtivo e transformar o diálogo em ações práticas para melhorar o ambiente de negócios”, frisa.
Segundo o presidente, a Acia tem mantido um trabalho de busca por políticas de incentivo, reuniões com o poder público, promoção de eventos e encontros empresariais, discussões diretas sobre entraves enfrentados pelos empreendedores, capacitações para empresários de todos os portes, além da desburocratização do acesso à formalização por meio em parceria com o Sebrae.
“Também temos trabalhado para aproximar os empresários de linhas de crédito e instrumentos de apoio, como o acesso simplificado ao crédito subsidiado pela Goiás Fomento. Outra conquista importante para a cidade, fruto da interlocução da Acia, está sendo a redução da TSU (Taxa de Serviços Urbanos) para empresas do nosso Distrito Agroindustrial (Daia), medida que fortalece a competitividade e melhora a atratividade de Anápolis para novos investimentos”, ressalta.





