Com uma fala técnica e realista do cenário político a partir do comportamento do eleitor, o diretor do Grupo Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, realizou uma palestra na sede da Federação das Indústrias de Goiás – FIEG.
Hidalgo não poupou a plateia de informações de importância decisiva para a mudança momentânea da relação de polarização, com distanciamento de Lula (PT) em relação a Flávio Bolsonaro (PL). A fala foi vista por parte dos presentes como um “choque de realidade” para além das bolhas sociais e econômicas.
“As eleições no Brasil estão começando, não estão terminando”, afirmou, sinalizando que mesmo com o cenário atual, isto não significa uma sentença eleitoral definitiva. Segundo Hidalgo, o quadro permanece aberto, com forte possibilidade de segundo turno.
O evento aconteceu dentro da agenda denominada “Brasil em Movimento”. Criada pela atual diretoria, as reuniões buscam ofertar informações e apresentações que contribuam para que o setor produtivo compreenda mais amplamente o cenário social e político nacional.
“Um dos grandes desafios que temos hoje no País é justamente a polarização política. A melhor maneira é continuarmos nos encontrando, dialogando e refletindo, sempre com muito respeito e tolerância”, discursou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, na abertura do evento.
ANÁLISE
O especialista destacou ainda que as pesquisas precisam ser avaliadas além dos percentuais gerais e apontou economia, renda, preço dos alimentos e endividamento entre os temas que podem pesar na decisão do eleitor. “Vejo uma eleição muito aberta e muito disputada”, resumiu.
O encontro reuniu presidentes de sindicatos e conselhos da Fieg, dirigentes do Sistema Indústria e lideranças empresariais. Entre as presenças, o diretor-presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa.
André Rocha antecipou novas edições do Brasil em Movimento. O ex-ministro Maílson da Nóbrega está entre os nomes previstos para setembro, com foco em cenários econômicos. Geopolítica, acordos comerciais e tarifas também deverão integrar os próximos encontros. “Queremos que aqui volte a ser um centro de debate”, afirmou.





