Vivendo a ressaca eleitoral, o ex-prefeito Márcio Cândido (PSDB) afirma estar “curando as feridas” do pleito do último dia quatro. Enquanto isto, o pastor da Assembleia de Deus não deixa de projetar a próxima agenda política, após concluir sua atuação na coordenação de campanha em Anápolis do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
“Meu nome vai estar na urna em 2028”, garante de forma taxativa. “Só não sei em que posição, para qual cargo, mas quero participar”, completa. Cândido deve começar a decidir seu futuro a partir de janeiro, quando deixa junto com o deputado estadual Bruno Peixoto (União) o cargo que ocupa na Assembleia Legislativa de Goiás.
“Só depois é que vou começar a conversar e ver o cenário”, explica, referindo à definição de um grupo político ou mesmo na escolha de um partido, caso opte por trocar de legenda.
AVALIAÇÃO
“O resultado das eleições foi muito ruim, bem longe do esperado por todos nós”, avalia o ex-prefeito, que acreditava que haveria segundo turno. Outro fator agravante na derrota foi a quarta posição ocupada pelo seu candidato. “O tipo de derrota me indica a caminhar por caminhos diferentes do que tinha”, revela.
De olho em 2028, Márcio Cândido destaca a popularidade do prefeito Márcio Corrêa (PL), e acredita que o atual gestor vai à reeleição com popularidade em alta, na casa dos 60%. Ele atribui este cenário à atuação do prefeito nas redes e não à gestão.
“A gestão é ruim, não tem obra para tocar, não tem obra para inaugurar e nem programada”, opina o ex-vice. Ainda segundo ele, a prova disto é que, segundo sua análise, não há hoje uma obra para servir de homenagem ao deputado Amilton Filho. “Não tem em curso e não tem nem previsão de fazer”, completa. Apesar do discurso do ex-vice-prefeito, há em curso 27 obras já lançadas e em diferentes estágios de realização. “Estão tendo de rebatizar o plenário da Câmara para honrar a memória do Amilton”, finaliza.





