A deputada estadual Vivian Naves (Republicanos) entrou na Justiça contra o ex-prefeito de Anápolis Ernani José de Paula, responsável pelo perfil de notas políticas “Café com Pimenta”. A iniciativa ocorreu após uma publicação que a parlamentar é chamada de “Vivian do Milhão”.
A alcunha, que se tornou motivo de disputa judicial, foi motivada pelo questionamento do envio de verbas impositivas para Anápolis. O Anápolis Diário divulgou que Vivian enviou – de acordo com o sistema oficial da Alego – R$ 800 mil à cidade. Em vídeo, a deputada classificou os dados do SisLog de “mentira” e afirmou ter mandado “mais de um milhão”. É possível ler a reportagem sobre o tema, clicando AQUI.
O vídeo serviu de mote para o comentarista político classifica-la de “Vivian do Milhão”. O processo tramita no 2º Juizado Especial Cível da cidade e reúne pedidos de retirada do conteúdo, ao que já foi atendido pelo autor da postagem, e indenização por danos morais. O processo foi inicialmente impetrado na Justiça Eleitoral, agora terá no próximo dia 26 uma audiência.
MILHÃO E BILHÃO
A controvérsia iniciada com o vídeo gerou a alcunha de “casal Bilhão e Milhão”. Ernani já havia classificado Roberto Naves, marido da deputada, de “Roberto do Bilhão”, por conta da cifra que seria investida no programa “Anápolis Investe”.
Segundo a ação, Ernani empregou expressões como “restos de emenda” e questionou onde estaria o milhão dos anapolinos, contrapondo os R$ 800 mil registrados em consulta ao sistema público aos R$ 1,1 milhão que a parlamentar afirma ter destinado ao município em 2026.
Uma captura do Sistema de Logística de Goiás, o Sislog, apresentada à reportagem registra R$ 800 mil em valores previstos e empenhados na consulta exibida. O mesmo documento informa R$ 400 mil liquidados e pagos.
Vivian sustenta que a publicação ultrapassou a crítica política e transmitiu ao público a ideia de que ela teria mentido sobre sua atuação. Para defender o valor anunciado, apresentou na ação uma relação de 14 emendas destinadas a entidades e instituições de Anápolis, que totalizariam R$ 1,1 milhão. Nem todos os valores, no entanto, estão no sistema da Alego. Em decisão de 2 de outubro, o juiz Sílvio Jacinto Pereira concedeu uma liminar para determinar a retirada do vídeo em até 24 horas após a intimação.






