Dois terços dos vereadores de Anápolis apoiam a reeleição do governador Daniel Vilela (MDB). Levantamento do Anápolis Diário aferiu que 15 dos 23 parlamentares estarão no palanque governista. Outras três candidaturas de oposição dividem o apoio de oito vereadores – a maioria até por fidelidade partidária.
A ‘bancada’ de Daniel Vilela na Câmara Municipal é encabeçada pela presidente da Casa, a vereadora Andreia Rezende (Avante). Além dela, estão no ‘time governista’ José Fernandes (MDB), Ananias Júnior (Agir), Alex Martins (PP), Capitã Elizete (PRD), Reamilton Espíndola (Podemos), Cleide Hilário (Republicanos), Elias do Nana (PSD), Fred Godoy (Agir), Jakson Charles (PSB), Leitão do Sindicato (Avante), Nilson Sousa (PSD), Seliane Santos (MDB) e Thaís Souza (Republicanos).
Destes, o único que é filiado a um partido que não está na base governista é Jakson Charles. O PSB deve oficializar apoio à candidatura liderada pelo PT, hoje com Luis Cesar Bueno, mas ainda sem aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já fez um apelo a Adriana Accorsi (PT) para que ela fosse a candidata, mas a parlamentar negou. Charles, porém, goza de liberdade dentro da legenda e escolheu ficar com o governo.
Andreia Rezende, uma das vocais defensoras de Daniel Vilela na Casa, disse ao AD que “empreenderá todos os esforços pessoais e, em conjunto com seu grupo político, trabalhará pela reeleição do governador”.
“O apoio se fundamenta na convicção de que a pré-candidatura de Daniel Vilela representa o melhor projeto político apresentado para o estado de Goiás, reunindo as condições necessárias para dar continuidade ao desenvolvimento do estado e enfrentar os desafios dos próximos anos”, disse a presidente.
BANCADA TUCANA
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) soma quatro apoios na Câmara Municipal. A ‘bancada tucana’ é liderada pelo vereador Fred Caixeta (PRTB) e também tem João da Luz (Cidadania), Luzimar Silva (PP) e Domingos Paula (PDT).
Caixeta é quem mais encarna o tucanismo na Casa. O parlamentar foi um crítico ácido das ações do governo de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela no primeiro semestre. O discurso ainda lembrava programas e feitos das administrações de Marconi.
Não foram poucos, inclusive, os embates entre as bancadas tucanas e governistas durante as sessões da Câmara no primeiro semestre. Quase sempre eles nasciam de um apontamento ou crítica de Caixeta – ou outro parlamentar marconista – ao governo. A defesa era feita em seguida pela bancada governista, que passava sobretudo por Jakson Charles, Andreia Rezende e José Fernandes.
“A minha decisão de apoiar Marconi Perillo vem de várias campanhas. Sempre estive ao lado dele e agora não seria diferente. Até pelos feitos dele. Como policial militar, digo que, se hoje colhemos uma boa segurança pública, é porque ele investiu lá atrás. Troca de viaturas, de armamento. Vários outros investimentos, valorização do servidor público. Meu apoio não é dessa eleição. É de todas as outras”, disse Fred Caixeta ao AD.
O vereador ressaltou ainda que “Anápolis tem um carinho muito especial a Marconi Perillo em todas as campanhas” e apontou a chegada de indústrias e a estruturação do Daia como grandes trunfos das gestões tucanas para o município. “Vou pedir voto pelos feitos dele na cidade. Posso citar vários, diferente do atual governo”, resumiu.
BOLSONARISMO
O apoio a Wilder Morais (PL) vai se resumir aos dois vereadores do PL. Jean Carlos e Suender Silva são os responsáveis por levar o nome do senador ao eleitor anapolino a partir da deflagração da campanha, em agosto. Wilder esperava ter ao seu lado também o prefeito Márcio Corrêa (PL), que entretanto decidiu pelo apoio à reeleição de Daniel Vilela.
Como não empolgou nas pesquisas durante a pré-campanha e não conseguiu aglutinar outros partidos além do Novo, uma espécie de apêndice do bolsonarismo, Wilder ficará apenas com a bancada do PL anapolino. Ele, inclusive, articulou as candidaturas de Jean Carlos, a deputado estadual, e Suender, a deputado federal, justamente numa estratégia para tentar turbinar sua candidatura em Anápolis.
Jean Carlos diz que vai apoiar o senador por “gratidão e reconhecimento pelo trabalho realizado por Goiás” e aponta que os dois “compartilham princípios, valores e o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento de Goiás e de Anápolis”. O vereador lembra ainda que, quando teve dificuldades para encontrar legenda na última disputa eleitoral, foi abrigado pelo PL.
“Em um momento importante da minha trajetória política, em 2024, fui acolhido por ele e pelo Partido Liberal, a partir do convite do prefeito Márcio Corrêa, a quem também sou grato, para integrar esse projeto. Além disso, Wilder já destinou mais de R$ 65 milhões em emendas para Anápolis durante seu mandato, com investimentos na saúde, assistência social e infraestrutura. Tenho admiração pela sua história de vida. É alguém que aprendeu cedo o valor do trabalho e, como empresário e empreendedor, construiu sua trajetória com competência, dedicação e mérito próprio. Hoje, retribui esse sucesso trabalhando pelos municípios goianos”, afirmou o vereador.
“A partir de agosto, vamos ampliar o diálogo com empresários, lideranças, entidades e a comunidade, mostrando os resultados dessa parceria para Anápolis e Goiás”, completou Jean Carlos.
PETISMO
Por fim, a candidatura do PT também não fura a bolha na Câmara. Apenas os parlamentares do próprio partido estão alinhados ao projeto eleitoral petista. Marcos Carvalho e Rimet Jules caminharão com o candidato escolhido ela Federação Brasil da Esperança, qualquer que seja ele.
Embora a direção estadual tenha definido o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno, ainda não há aval nacional. Há quem aposte que o cenário pode mudar, apesar das recusas da deputada federal Adriana Accorsi (PT) e da vereadora por Goiânia Aava Santiago (PSB) em concorrer ao Palácio das Esmeraldas.
Marcos Carvalho será o coordenador da campanha petista em Anápolis. Ele vai organizar a militância que se unirá em torno de quatro nomes: Antônio Gomide, para deputado estadual; Rubens Otoni, para deputado federal; Lula para a presidência da República; e Luis Cesar Bueno ou outro(a) para o governo de Goiás.
“Vou coordenar e organizar com todo nosso grupo político e militância. Nossa maior tarefa é reeleger o presidente Lula”, frisou o vereador.






