As previsões eleitorais na reta final do primeiro turno davam conta de que a Presidência do Legislativo goiano ficaria – na preferência governista – entre os deputados emedebistas Amilton Filho e Issy Quinan. Ambos eram cotados para ter votações expressivas, entre os mais votados do Estado, o que facilitaria o pleito.
A morte trágica do anapolino uma semana antes da eleição criou outro cenário. Carol Guimarães (MDB) assumiu o lugar do marido na corrida e amealhou mais de 100 mil votos, quantidade que por muito superou a melhor expectativa de Amilton Filho. Estreante na política, a anapolina não figura entre os nomes para assumir a missão.
Com isto, quem ganha força é o deputado reeleito Issy Quinan. Ele já trabalha pelo apoio da bancada emedebista, o que aumentaria ainda mais seu respaldo, juntamente com a simpatia dos outros nomes da base governista.
Do outro lado, uma articulação paralela liderada pelo ex-presidente Lissauer Vieira (PL) promete bancar a disputa. O desejo, porém, esbarra no fato de o PL ter pedido força como grupo oposicionista. Uma articulação envolvendo Gustavo Gayer, Vitor Hugo e Márcio Corrêa aproximou – e muito – o PL goiano do governador reeleito, após sua manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro.
Assim, se o atual presidente do PL Wilder Morais estiver tentando se movimentar para “ganhar” a Alego, sua missão terá um novo componente de dificuldade: o PL goiano pós-eleição não é tão oposicionista a Daniel Vilela (MDB) como gostaria o senador goiano.






