A presidência de Roberto Naves no Republicanos não trouxe resultados positivos para o partido nas últimas duas eleições. Há dois anos, nos pleitos municipais, o saldo já fora ruim: a legenda, que tinha oito prefeitos, ficou com apenas dois no estado de Goiás. Em 2026, a sigla perdeu 25% dos votos que teve em 2022 nas chapas proporcionais e caiu de duas para uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Há quatro anos, o Republicanos – à época sob o comando de Hildo do Candango – fez 273.442 votos para deputado federal. A chapa, curiosamente, não tinha nenhum candidato à reeleição. Os votos foram suficientes para conquistar o mandato de Jeferson Rodrigues.
Neste ano, com duas candidatas à reeleição – Marussa Boldrin e Lêda Borges – e um dono de mandato na Alego – Ricardo Quirino – o partido caiu para 218.559 votos, resultado das escolhas para a composição dos chamados meio e rabo de chapa.
Na disputa pela Alego, a queda foi ainda mais vertiginosa. Em 2022, o partido fizera 158.688 votos, o que garantiu mandatos a Quirino e Clécio Alves. Desta vez, foram 105.637, o que rendeu apenas uma cadeira, ocupada por Wellington Cardoso. A própria esposa de Roberto, Vivian Naves, terminou por ficar de fora.
Em 2022, o partido somou 432.130 votos em Goiás. Na última eleição, perdeu um a cada quatro destes votos – 24,97% – e caiu para 324.196.
Desde antes da eleição já havia movimentos internos que questionavam a presidência de Naves. Nos bastidores, estas articulações foram intensificadas e podem culminar numa mudança de comando depois do segundo turno da eleição presidencial.





