Os 53 candidatos de Anápolis ainda na disputa aos cargos de deputado federal e deputado estadual nesta eleição já receberam R$ 4,5 milhões para as respectivas campanhas. Os valores, por ora, estão concentrados em apenas 30 candidaturas, ou seja, 43% dos postulantes ainda não receberam repasses de fundos eleitoral ou partidário dos partidos e nem doações.
De todo o valor angariado para as campanhas de anapolinos, dois terços estão na disputa para deputado federal. Rubens Otoni (PT), que busca o sétimo mandato consecutivo em Brasília, recebeu repasse de R$ 1,8 milhão do PT em fundo eleitoral – de acordo com uma tabela definida pela própria direção nacional petista. Ele também obteve R$ 21 mil em doações.
O segundo lugar no ranking é de Samuel Santos (Podemos). Primeiro suplente da legenda – que inclusive chegou a assumir o cargo em 2025 – ele foi contemplado com R$ 592 mil do fundo eleitoral. Entre os vereadores candidatos à Câmara Federal, Wederson Lopes (UB) recebeu R$ 200 mil do fundão, e Suender Silva (PL) ficou com R$ 66 mil – além de ter abastecido a própria campanha com R$ 10,5 mil em doações.
Irmã do vereador Luzimar Silva (PP), Lorena Silva (PSB) recebeu R$ 140 mil do fundo eleitoral logo na sua primeira disputa. Por sua vez, João da Luz (Cidadania) declarou ainda não ter nenhum recurso injetado na campanha.

ESTADUAIS VIVEM DE DOAÇÕES
Dos 30 candidatos a deputado estadual, apenas sete receberam fundo eleitoral ou partidários das respectivas legendas. Antônio Gomide (PT) e Coronel Adailton (SD), que buscam reeleição, além de Professor Marcos Junior (Podemos), Jean Carlos (PL), Gisleide Ribeiro (PL), Júlio Cunha (PL) e Gisele Collete (Podemos) foram os únicos contemplados pelos partidos até aqui.
O valor mais expressivo foi para Gomide, que tenta o terceiro mandato seguido na Assembleia Legislativa. O petista recebeu R$ 250 mil. Adailton, por sua vez, ficou com R$ 200 mil do Solidariedade. As campanhas também registraram doações.
Também candidatos à reeleição, Amilton Filho (MDB) e Vivian Naves (Republicanos), até agora, tiveram apenas doações de campanha. O emedebista recebeu R$ 157 mil em recursos doados por familiares, o segundo maior valor de contribuições acumuladas, enquanto a ex-primeira-dama registrou apenas um autofinanciamento de R$ 10 mil.
A recordista em doações é a ex-prefeita de Campo Limpo de Goiás. Graciele da Arte Trigo (Agir) e o marido doaram, ao todo, R$ 420 mil para a campanha dela. Este é o terceiro maior valor geral entre todos os candidatos e o maior em doações para campanha.
Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou teto de gastos em uma campanha para deputado federal em R$ 3.176.572,53. Os postulantes à Alego podem gastar até R$ 1.270.629,01.







