Anápolis teve alta na geração de empregos no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. De janeiro a junho deste ano, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a abertura de 2.925 vagas formais.
O resultado de junho, divulgado na última sexta-feira (31), foi positivo, embora tenha sido o pior do ano. Houve 5.934 contratações e 5.848 demissões, ou seja, saldo de 86 novas vagas, no quarto mês seguido de queda. Para efeito de comparação, em maio foram criados 395 postos de trabalho. O estoque de vagas hoje é de 117.039.
Foi o desempenho da indústria que fomentou o crescimento do mercado de trabalho anapolino em junho. O setor criou 239 vagas e conseguiu suprir quedas de serviços, que eliminou 101 vagas; comércio, que teve saldo negativo de 39; e da construção, com 21 postos de trabalho a menos. A agropecuária, que tem participação ínfima no município, abriu oito vagas.
ALTA DE 11%
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, Anápolis criou 327 vagas a mais – uma alta de 11,4% em relação às 2.625 abertas de janeiro a junho do ano passado. O município segue entre os três maiores geradores de emprego de Goiás, atrás apenas de Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Os sinais de desaquecimento do mercado, porém, são evidentes. Desde o recorde de abertura de vagas, em 2024, o município viu o volume de geração de empregos cair. Todavia, não quer dizer que seja um sinal de desempregos.
A desaceleração é nacional. Segundo especialistas, o fenômeno é explicada por uma combinação de juros restritivos, proximidade dos índices de pleno emprego e um forte descompasso de qualificação. Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego no estado estava em 5,1%, muito próximo do que é considerado pleno emprego.
GOIÁS
Goiás criou 44.316 vagas no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última sexta-feira (31). Em junho, o estado abriu 3.780 vagas no mercado formal, de acordo com o levantamento federal.
Embora positivo, o resultado dos primeiros seis meses deste ano é 31,29% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando o mercado de trabalho goiano ganhou 64.502 vagas.
Para junho, o setor que mais colaborou com o saldo positivo foi o agronegócio, que abriu 1.725 novas vagas. Depois, a construção, com 1.292. Por fim, a indústria ampliou em 1.273 os postos de trabalho.
Em contrapartida, o comércio teve o pior resultado, com saldo negativo de 419. O setor de serviços também sentiu a retração e fechou 91 vagas no mês.





