Em meio à saída de entidades do Fórum Empresarial por conta de embates internos decorrentes das más escolhas políticas que levaram ao apoio ao “Prospera Anápolis”, o Fórum Empresarial contra-ataca. Usa para isto a chamada “agenda positiva”.
O colegiado de empresários comemorou a conquista de uma das pautas mais espinhosas do setor produtivo: a revisão dos valores da Taxa de Serviços Urbanos (TSU). Em reunião com o prefeito Márcio Corrêa (PL), representantes dos sindicatos ligados ao Daia e o presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa, ficou definido em negociação a redução em 50% dos valores reajustados da TSU para indústrias do Daia.
O Sindicato Farmacêutico (SindFargo) e da Metalurgia (Simeia) comemoraram o resultado. Em nota, ainda alfinetaram os dissidentes da FIEG e da CDL lançando um comunicado da reunião com o título “O Diálogo constrói soluções”.
A decisão foi aceita por ambas as partes após o prefeito endurecer a negociação lançando a proposta de que deveria ser aplicada a chamada “Lei dos Grandes Geradores’.
Amparada pela Lei Federal nº 12.305/2010, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a legislação prevê que estabelecimentos comerciais e industriais que produzem grandes volumes de lixo (geralmente acima de 200 litros a 300 litros diários, dependendo do município) são totalmente responsáveis pela coleta, transporte e destinação final dos seus resíduos, devendo contratar serviços privados.
Num cálculo rápido, os representantes empresariais perceberam que seria um péssimo negócio e contrapropuseram um desconto, chegando ao percentual de 50% do novo valor reajustado. Uma lei deve ser levada à Câmara Municipal para sancionar o acordo.





